Homossexualidade



Prefácio da Segunda Edição:

Livro sobre o homossexualismo / homossexualidade

Livro sobre o homossexualismo / homossexualidade

Ter escrito, editado e publicado um livro como este não foi fácil. Tive (e ainda tenho) muito trabalho. Não é só escrever e publicar. É escrever, rever, reescrever, contar com a ajuda de amigos, editar a capa, fazer correções, cotar gráficas, produzir o site, conversar com jornalistas, participar de lista de discussões, visitar boates, mostrar a cara em programas de TV e divulgá-lo em diversos lugares. Além de toda a parte administrativa de uma produção independente, como receber pedidos, verificar pagamentos, enviar o livro pelo correio, confirmar entregas e comunicar-se – muito raramente – com os leitores. Sem falar de outros projetos que você também coordena ou esta envolvido, que consomem grande parte do seu tempo.

Entretanto, mesmo não sendo tarefa fácil, O ARMÁRIO me proporcionou uma experiência maravilhosa como escritor. Meu medo era apenas um: será que as pessoas irão gostar? Pois, se o livro não for bom, for chato, cansativo ou sem sentido, como muitos que existem por ai, as pessoas irão adquirir, ler algumas páginas e deixar ele guardado em algum canto. Resumindo, o livro – e todo o meu trabalho – seria esquecido e tudo morreria ali mesmo.

Porém, não foi isso o que aconteceu. Muitas pessoas que tiveram acesso me escreveram dizendo que leram o livro inteiro em um ou dois dias. Começaram a ler e ficaram tão empolgados com a leitura que não deixaram nada para o dia seguinte. E foram além: emprestaram para amigos, vizinhos, pais, mães e tantos outros. Alguns relataram até “brigas” para ver quem, dos amigos, seria o primeiro a ler.

Teve até um garoto que me escreveu dizendo que se ele pudesse, compraria uma caixa de exemplares e sairia distribuindo por ai, de tão importante e didático que se tornou. Claro que sou suspeito, mas se o livro não fosse meu, e de outro autor com o mesmo conteúdo, entre tantos livros sobre o tema que eu já li, com certeza indicaria este.

Outra experiência interessante que tive, e que me surpreendeu muito durante a primeira edição, foi a diversidade de leitores interessados. Foram mães que compraram o livro para dar de presente aos filhos, outras para entender seus filhos, filhos que compraram para os pais, senhores e senhoras da melhor idade descobrindo novos prazeres sexuais, executivos que trabalham em grandes multinacionais preocupados com o sigilo, esposas que compraram por desconfiarem da homossexualidade de seus maridos, esposas que começaram a ter atração por outras mulheres, maridos que começaram a ter atração por outros homens, heterossexuais, jornalistas, psicólogos, advogados e até casos de Freis e Pastores de igreja, com vida dupla mas bastante ativos em suas comunidades, procurando entender o universo homossexual e a sua própria homossexualidade.

No início imaginei que o conteúdo só interessaria as pessoas que estavam “dentro do armário”, mas não, tive também leitores homossexuais assumidos buscando entender mais seu próprio universo. O que me deixou extremamente feliz, já que muitos deles, mesmo assumidos, precisam não só entender como também se livrar de toda a homofobia internalizada e negativismo homossexual que carregam dentro de si.

Dentro deste panorama, O ARMÁRIO, sem falsa modéstia, tornou-se um grande sucesso dentro e fora da comunidade homossexual. Não só pelos comentários dos leitores como também pela quantidade de exemplares vendidos em todo o Brasil. Superando minhas expectativas.

Graças a este resultado, tive forças para investir nesta segunda edição. As alterações são pequenas, mas significativas, como a revisão e a ampliação de páginas e também uma lista de links na Internet para portais, sites e listas interessantes.

Por isso, e por muitas outras coisas, agradeço a todos os leitores por terem comprado, recomendado, enviado e-mails, criticas e sugestões sobre O ARMÁRIO. Espero que curtam esta segunda edição. E continuem recomendando para amigos, vizinhos, parentes e até mesmo aquele amigo um pouco mais “suspeito”. No sentido mais humorado possível da palavra. Afinal, a vida precisa ser, também, divertida.

Fabrício Viana
Outubro de 2007
www.oarmario.com