Homossexualidade

  • 15dez
    Cotidiano Homossexual, Eventos LGBT, Gay - Homossexualidade Masculina, Movimento Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    * Originalmente publicado no Blog do Mix Brasil.

    Este é o último post do ano. Volto a publicar coisas aqui (e nos outros sites - links ao lado) só na metade (ou final) de janeiro de 2009. Isto é, FÉRIAS TOTAL, de tudo e todos! Por isso desejo aos leitores do meu blog, amigos e conhecidos um super Natal e um ano novo MARAVILHOSO!!! Com muita saúde!! Que é sempre o que mais importa…. :-)

    Não vou fazer (e nem gosto muito) retrospectivas… Mas como todo ser humano (leia-se “imperfeito“)(risos) estes dias eu estava meio deprê e sem inspiração para terminar o Prometheus. Foi ai que um super amigo me disse nos raros momentos em que abro o MSN:

    Fabrício, não desanime, você tem seu público. Você tem seus leitores. Gente que conhece, acompanha e respeita seu trabalho“.

    Imediatamente lembrei de outra coisa. Certa vez um jornalista de um portal GLS me disse o seguinte: precisamos colocar na mídia, nas matérias, publicações, etc, gente nova! Chega de citar “arroz de festas”. As mesmas pessoas. Os mesmos caras. Concordei plenamente. Depois de algum tempo ajudando na produção saquei uma coisa. Tem muita gente nova sim. Mas também tem muita gente nova que não tem história. Não tem histórico. Ou ainda, nada para dizer, mostrar, bons pensamentos, etc. Uma pena.

    E com isso aprendi que antes de “caçar” e mostrar os novos. Tem que preservar, lembrar e citar os antigos. E falo daqueles muito mais velhos do que eu e provavelmente você. E que, graças a estes pensamentos “modernos”, estão fora da mídia. Adoraria citar nomes dos esquecidos. Mas vou deixar aqui no ar. Inclusive para amigos jornalistas pensarem no assunto.

    Ainda continuando nestas reflexões, deprê, falta de inspiração e sobre o histórico, pensei. Mas e eu? Fabrício Viana? O que fiz? Qual é meu histórico? Onde é este histórico? Escrevi O Armário não porque sou apaixonado por literatura ou porque sonhava ser escritor. Muito pelo contrário. Sou péssimo em gramática, ortografia, etc. Mas sou ótimo em pensamento, reflexões e em psicologia (minha formação). E o livro foi escrito mais para sintetizar as grandes dúvidas a respeito da homossexualidade que eu recebia diariamente por email graças aos antigos projetos. Sim, PROJETOS!!! Achei. Esta é minha história!! Minha pequena, simples e humilde história.

    Imediatamente vasculhei centenas de fotos perdidas e consegui selecionar algumas que compõem a história do meu trabalho e que eu mesmo havia esquecido. Sabe quando você se recorda de trocentos mil e-mails trocados com trocentas mil pessoas (e que muitas delas te cobram recordações)? Horas e horas na frente do PC criando sites, gravando, convertendo vídeos, divulgando, mandando e-mails em listas, criando páginas para ajudar amigos, etc. E em muitos anos? Até do primeiro site pessoal que eu tinha na Internet quando eu era “hétero” (gay não assumido)(risos) me recordei. E lá eu ja era militante (um dos artigos era “Palavrão, Sexo e Preconceito“)(risos). Tudo isso veio em minha cabeça enquanto selecionava as fotos e publicava no album do meu Orkut (hoje só para amigos porém o album de fotos é liberado para todos).

    Infelizmente não tem imagens de tudo o que eu fiz ou participei. Logo o que consegui publicar (poucas fotos, algumas abaixo) representam uma minúscula parte de um todo. Mas que me deixou extremamente feliz e principalmente MOTIVADO para terminar o bendito Prometheus.

    Foi extremamente gratificante recordar tudo isso. Esta ultima foto por exemplo era da equipe que fundou o Armário X em 2003. E antes disso eu já tinha um projeto no Mix Brasil (campanhaglbt). Lembro até do dia que o André Fischer me recebeu no antigo escritório para conversar sobre isso. Enfim, todas as fotos selecionadas estão no meu Orkut com descrição. Quem tiver interesse entra lá.

    Recordar é viver.

    Então… Mais uma vez, um ótimo Natal, boas festas e um excelente 2009 a todos!!!

    Fabrício Viana, se despedindo de 2008.


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    .................................... Por Fabrício Viana, autor do livro O Armário (Homossexualidade)

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  • 12dez
    Eventos LGBT, Homofobia, Movimento Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    O presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Antônio Luiz Martins dos Reis - Toni Reis -, voltou a defender a aprovação do PLC 122/06, projeto de lei que torna crimes a discriminação e o preconceito contra homossexuais. Ele pronunciou-se sobre o assunto nesta quinta-feira (11/12/2008), durante audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) para celebrar os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

    Toni Reis - ABGLT

    Toni Reis - ABGLT

    Esse projeto de lei, de autoria da ex-deputada federal Iara Bernardi, atualmente tramita no Senado, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde tem como relatora a senadora Fátima Cleide (PT-RO).

    Toni Reis disse discordar da opinião dos senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Magno Malta (PR-ES) de que a proposta “vai calar a voz dos pastores e padres” - Crivella e Malta não apóiam o projeto. Toni Reis ressaltou que a associação exige apenas respeito às pessoas.

    O presidente da associação informou que a proposta foi amplamente debatida em todo o Brasil em conferências nacionais e estaduais que reuniram cerca de 16 mil pessoas. Segundo ele, na abertura de uma dessas conferências, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria observado que “ninguém pergunta sobre a orientação sexual quando as pessoas vão pagar Imposto de Renda; então, por que discriminar quando livremente escolhem o que fazer com seus corpos?”.

    Toni Reis informou que ainda há pena de morte para homossexuais em sete países, enquanto em outros há pena de prisão. Também ressaltou que, no Brasil, 2.803 homossexuais foram assassinados nos últimos 20 anos. E defendeu a necessidade de discussão dos direitos e de todas as formas de discriminação.

    Tortura

    Na mesma reunião, o representante da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) Severino Marques de Oliveira pediu ao senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da CDH, que atue junto à Comissão de Anistia do Ministério da Justiça para que aquele colegiado decida rapidamente em benefício das pessoas que foram torturadas durante a ditadura militar. Ele disse reconhecer que a decisão não vai sanar os danos sofridos por essas pessoas ou suas famílias, mas que, no entanto, isso pode amenizar seu sofrimento.

    Outro assunto abordado durante a audiência da CDH foi a eleição do brasileiro Antônio Augusto Cançado Trindade para ser um dos juízes do Tribunal Internacional de Justiça, em Haia. O presidente do Movimento de Servidores Aposentados e Pensionistas (Mosap), Edison Guilherme Haubert, afirmou que essa eleição pode representar um avanço nas questões de direitos humanos. Trindade foi eleito em 6 de novembro deste ano. Ele recebeu 163 votos de países representados na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e 14 dos 15 votos no Conselho de Segurança da ONU.

    Já o representante da Central de Trabalhadores do Brasil (CTB) Moisés Leme da Silva Neto criticou a falta de investimento dos governos nas causas sociais que podem trazer “mais dignidade” às pessoas. Ele informou, por exemplo, que a cada cinco segundos uma criança morre por fome no mundo e que esse problema não é prioridade das autoridades. No entanto, observou, a crise econômica mundial levou os governos em todo o mundo a se mobilizarem para socorrer banqueiros.

    Também o secretário-geral da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), Moacir Meirelles, manifestou-se na audiência par pedir mais dignidade aos aposentados e pensionistas brasileiros. Ele disse que muitos estão com uma defasagem de mais de 60% em seus benefícios. Ele lembrou que essas pessoas, “que contribuíram para a grandeza do país, hoje enfrentam dificuldades”.

    Estatuto da Igualdade Racial

    O relator na Câmara do projeto de lei de Paulo Paim, que institui o Estatuto da Igualdade Racial, deputado federal Antônio Roberto, informou durante a audiência que o deputado federal Vicentinho pediu vista da proposta. A matéria seria votada na manhã desta quinta-feira na Comissão Especial do Estatuto da Igualdade Racial, mas, com o pedido de vista, a votação foi adiada para a próxima quarta-feira (17). O relator disse que o projeto (PLS 213/03), que tramita na Câmara como PL 6.264/05, precisa ser aprovado para que haja a “inserção” dos afro-descentes e a reparação do que ele considera “um erro histórico”.

    Caso a matéria seja aprovada na Câmara sem que haja alterações no texto aprovado no Senado, o projeto será encaminhado à sanção presidencial. Mas, se houver modificações, voltará ao exame do Senado.

    O coordenador de Assuntos para a Igualdade Racial do Distrito Federal, João Batista de Almeida, informou que a criação de um espaço destinado a atividades de proteção de afro-descendentes em Brazlândia, no Distrito Federal, depende da aquisição de uma área para essa finalidade. Nesse sentido, ele pediu o apoio do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) para o projeto que será coordenado por Elza Caetano. Cristovam afirmou que a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) está tomando providências para a liberação do terreno e destacou que o acolhimento de afro-descendentes “é uma luta que todos nós deveríamos abraçar”.


    Fonte:  Iara Farias Borges / Agência Senado


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  • 12dez

    A APOGLBT foi premiada na categoria Dorothy Stang - Defensores de Direitos Humanos, da 14ª edição do Prêmio Direitos Humanos 2008, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido durante o Mês do Orgulho GLBT e às atividades de combate à homofobia, às DST e em defesa dos direitos de LGBT. Portanto, na próxima segunda-feira (15/12/2008), o presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT), Alexandre Santos, o Xande, recebe, em Brasília, o prêmio da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR).
    Bandeira Gay

    Estamos honrados, porque esse reconhecimento ajuda a desmistificar o trabalho da Associação, que não se restringe à Parada do Orgulho, mas a uma atuação firme na luta contra a discriminação e à violência contra LGBT“, lembrou Xande, referindo-se à face mais conhecida do trabalho da Associação, além de outras ações e projetos, mantidos durante todo o ano.  Vários protestos contra a violência homofóbica na capital foram encabeçados pela APOGLBT, causando interesse da mídia e da polícia, gerando programas de capacitação de policiais para os direitos LGBT. Diariamente, a Associação recebe denúncias de homofobia e oferece acolhimento jurídico e psicológico para as vítimas.

    Preconceito contra a entidade

    Xande lembrou as dificuldades que a APOGLBT tem enfrentado durante esses 10 anos de atividades. “Prêmios como esse podem contribuir para reduzir o preconceito explícito e velado que sofremos em várias de nossas atividades”, ponderou o presidente da entidade. Vários setores da sociedade ainda oferecem resistência ao trabalho da APOGLBT, só reduzida devido ao trabalho conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e a Cads da Prefeitura, que se sensibilizaram com os objetivos e atuaram como moderadores em várias negociações.

    A discriminação disfarçada de burocracia se manifestou em várias ocasiões contra a realização da própria Parada do Orgulho, vencida pelo apoio popular e do movimento LGBT. O preconceito explícito contra a APOGLBT se manifesta por meio de organizações religiosas, que chegam a entrar na Justiça contra a atuação da entidade. “Apesar de representarmos a maior manifestação do Orgulho GLBT do mundo, ainda encontramos dificuldades em conseguir apoios e patrocínios de empresas privadas, ao contrário do que ocorre em países desenvolvidos”, revela Xande. As únicas empresas que apoiaram financeiramente as manifestações estão vinculadas ao Governo Federal, e, mesmo assim, só se envolvem com o Mês do Orgulho, o que dificulta a sustentabilidade institucional, durante o resto do ano.

    Atingindo multidões

    O Mês do Orgulho LGBT é, ainda hoje, a atividade mais visível desenvolvida pela entidade e tem agregado mais manifestações e participantes ao longo do tempo - Feira Cultural LGBT, que em sua 8ª edição reuniu 120 mil pessoas, o Ciclo de Debates e o Gay Day, que em 2008 atraiu 8 mil pessoas ao Playcenter. A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo nasceu com o objetivo de visibilizar a população LGBT e suas demandas, tendo reunido 3,4 milhões de manifestantes em 2008, funcionando como uma campanha de alcance mundial contra a homofobia.

    Além do Mês do Orgulho, a Associação realiza, desde 2002, reuniões temáticas em sua sede, que têm por objetivos a identificação de demandas/necessidades de cada “segmento” da comunidade LGBT, a capacitação continuada dos/as participantes, a redução da vulnerabilidade individual e a criação de redes de apoio entre os/as participantes dos grupos. O mais antigo desses grupos é o de Travestis e Transexuais, criado em setembro de 2002, no mesmo momento em que surgia a Secretaria de Lésbicas. Nasce a Secretaria de Gays, o Grupo de Jovens e Adolescentes Homossexuais (JAH) e o Espaço B, grupo de reflexão sobre (bi)sexualidades.

    A partir de 2004, a APOGLBT começa a atuar na capacitação de novas lideranças para o movimento, começa a investir na produção de conhecimento sobre a comunidade LGBT, a partir de pesquisas na Parada. Em 2006, a APOGLBT começa a atuar com projetos de redução da vulnerabilidade frente às DST/HIV/Aids fora do período do Mês do Orgulho, com o projeto Tenho Orgulho e Me Cuido, voltado para jovens e adolescentes HSH, e o Saber Cuidar,  contra hepatites virais entre LGBT. Investiu também no apoio ao Fortalecimento do Fórum Paulista TT, sendo executor fiscal do projeto. Ainda em 2006, começa a realizar o projeto Rede Cidadã pelos Direitos Humanos de LGBT e PVHA, de modo a ampliar a capacidade de atender a demanda por atendimento/aconselhamento jurídico que tem recebido nos últimos anos. A APOGLBT mantém um livro de registro de uniões homoafetivas, desde 2004, que conta com cerca de 200 uniões registradas.

    Noite de gala

    A cerimônia de entrega será no dia 15, às 15h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, durante a abertura da Conferência Nacional de Direitos Humanos. Os ganhadores receberão um certificado e uma obra de arte criada pelo artista plástico Siron Franco.

    A Comissão de Julgamento foi  constituída pelo ministro Paulo Vannuchi como presidente e pelas seguintes personalidades: Egídio Machado Sales Filho, Nair Bicalho de Sousa, Paulo Abrão Pires Junior, Roberto Armando Ramos de Aguiar e Solon Eduardo Annes Viola.

    Junto com a APOGLBT, como pessoa jurídica, a categoria Dorothy Stang premia, também, Maria Amélia de Almeida Teles, como pessoa física, e 20 outras organizações e pessoas nas demais dez categorias. Amelinha, como é conhecida, é parceira histórica da APOGLBT, na luta contra o machismo e em defesa do Estado laico.


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  • 11dez
    Artigos, Cotidiano Homossexual, Mitos da Homossexualidade, Movimento Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Artigo escrito para amigos de gays e lésbicas na tentativa de desmistificar alguns conceitos sobre a amizade com homossexuais. Boa leitura. Texto de Fabrício Viana publicado no Armário X em 2005.

    Amigo Homossexual

    Amigo Homossexual

    Antes de tudo, se você recebeu a indicação de alguém para ler este texto, você é uma pessoa privilegiada. Ter um amigo homossexual, seja no trabalho, na escola, na faculdade ou mesmo na vizinhança, é cada vez mais comum. Para que você não passe por alguns “micos” e nem acabe, sem querer, ofendendo ou discriminando um amigo homossexual, por pura falta de informação, segue algumas dicas bastante úteis.

    Para facilitar a leitura, separei o texto em perguntas, pois acredito que assim seja mais fácil o entendimento.

    1 - homossexualidade é doença?
    Apesar de várias religiões não aceitarem ou discriminarem homossexuais, a ciência já comprovou que a homossexualidade não é uma doença. É apenas uma orientação sexual do indivíduo. Logo, assim como existem heterossexuais “bons” e “ruins”, também existem homossexuais “bons” e “ruins”. Sua personalidade, suas qualidades e defeitos; nada tem a ver com sua orientação sexual. É importante frisar isso pois muitos atribuem defeitos ou imperfeições humanas como sendo derivadas da homossexualidade. Definitivamente, isso nada tem a ver com a orientação sexual.

    2 - Por que orientação e não “opção” ou “condição sexual”?
    Muitos falam, erradamente, sobre “opção sexual”. Não existe opção, fato de quem “opta” por algo. Nem  condição. O que existe em termos de classificação dentro da psicologia atual é a orientação sexual, onde o desejo sexual é ORIENTADO para um objeto externo. Este objeto externo desejado pode ser alguém do mesmo sexo (caso dos homossexuais), alguém do sexo oposto (heterossexuais) ou mesmo de ambos os sexos (bissexuais). Por isso orientação sexual. Lembrando que um homossexual poderá se tornar um bissexual ou heterossexual caso o objeto desejado mude. Assim como ocorre com heterossexuais que, em algum momento de suas vidas, tornam-se homossexuais. Para a sexualidade humana, não existem regras ou as classificações que utilizamos. Elas não são fixas.

    3 - gays são superiores ou inferiores?
    Já ouvi falar que gays são mais produtivos nas empresas, ou, por outro lado, que eles não prestam para nada. Ridículo. orientação sexual não tem relação alguma com aptidões, talentos ou qualquer outra característica da personalidade. Se alguém que você conhece é muito bom no que faz, ou o contrário, isso não está relacionado com sua orientação sexual.

    4 - Piadinhas ofendem?
    Sim, piadas podem ser engraçadas, mas evite na presença de seus amigos gays pois a maioria tem fins discriminatórios; sobretudo, piadas de “bichas”, “viados” ou similares. Além de deturpar/confundir a realidade, passando uma imagem estereotipada, acabam quase sempre em ofensa. Até aquele seu amigo ou amiga que não é assumido, mas que dá risada naquele momento para manter as aparências, pode ficar triste por você ter demonstrando ser uma pessoa preconceituosa ou no mínimo, ignorante. Alguém que ele jamais poderá confiar ou contar sobre seus reais desejos. Se você não consegue ver nenhum problema ou ofensa nas piadas de homossexuais, sabia que é a mesma coisa com relação as piadas com referência a “heterossexualidade”. O quê? Não existem piadas sobre heterossexuais, focando em sua sexualidade? Por que será? Pense nisso.

    5 - Quando me falarem sobre casos, relacionamentos, etc, o que eu faço?
    Quando seu amigo ou amiga contar sobre sua vida pessoal, sobre casos ou namoros, imagine que sejam casos ou namoros de heterossexuais. Imaginou? Pois é, é a mesma coisa. Tanto que, em ambos os casos, você encontrará pessoas que se relacionam de forma promíscua ou aqueles que nasceram para o “casamento”, no fiel sentido da palavra. Sim, existe toda uma diversidade de “intenções”. Mas os relacionamentos, em si, são iguais. gays namoram, separam-se, têm brigas de casais, alguns almoçam juntos com a família no final de semana, com o namorado ao lado, e assim caminha a humanidade.

    6 - gays só freqüentam lugares específicos para gays?
    Mundo gay, submundo ou “gueto” são coisas do passado. gays estão e sempre estiveram em toda parte, por isso não se espante em vê-los por aí. Cada vez mais eles estão aparecendo (no sentido de não esconder sua orientação sexual) em shoppings, baladas, supermercados, festas de família, local de trabalho ou em qualquer outro lugar. Você precisa saber apenas que eles existem e que deve respeitá-los, assim como se pressupõe que o respeito é para todos, independente de religião, orientação ou qualquer outro fator. E que, felizmente ou infelizmente, todos nós vivemos em sociedade e procuramos ser felizes sem interferir um na vida do outro.

    7 - Como eu identifico um gay? Ou uma lésbica?
    Se você acha que gay é um cara afeminado ou que lésbica é uma mulher masculinizada, cuidado. gays e lésbicas são tão singulares quanto o próprio ser humano. Para se ter uma idéia, existem gays que são pedreiros, executivos, aeromoças, jovens, adultos, senhores, senhoras, mendigos, diretores de empresas, analfabetos, operários, religiosos (inclusive alguns têm altos cargos dentro de sua doutrina), professores, alunos, enfim, uma infinidade que torna impossível a qualquer cientista ou grande estudioso dizer com precisão quais as características que definem alguém para que, em um simples olhar ou convivência, nós saibamos se ele é heterossexual, homossexual ou bissexual. Tem gente que parece gay, mas não é. Tem gente que não parece que é gay, e é. Outro dia no ônibus vieram me falar mal de um cara que era bem afeminado. Eu soltei o verbo. E essa infeliz criatura que pensou que eu iria ajudar na discriminação ficou sem saber o que fazer, pois ela jamais pensou que eu também seria gay. Resumindo, ela pensará mais de 10 vezes na próxima vez que for falar com alguém desconhecido sobre isso. Então, é bom tomar cuidado para não passar vergonha.

    8 - Uso de palavrões, existe algum problema?
    Com certeza. Palavrões são recheados de simbologia ofensiva. Nunca se refira ao seu amigo ou amiga por meio de palavrões construídos pela sociedade. Todos eles são difamatórios e, geralmente, carregados de preconceito. Ao invés de dizer que tem um amigo “viado”, “bicha” ou “sapatão”, prefira sempre os termos “gay” ou “lésbica”. O primeiro, geralmente, para tratar tanto o homem quanto à mulher homossexual. São politicamente corretos e bem mais aceitos.

    9 - Não me conformo, eu vivo falando pra ele ou ela deixar esta vida de lado. Estou certo?
    Totalmente errado. Imagine ele falando para você gostar de alguém do mesmo sexo, resolveria? Se ele insistisse muito você começaria a gostar? Acredito que não, logo, não insista para que seu amigo goste do sexo oposto, além de ser inconveniente, você não obterá resultado algum. Caso ele ou ela decida sair com alguém do sexo oposto, isso partirá de seu íntimo (sim, homossexuais podem tornar-se heterossexuais e heterossexuais podem se tornar homossexuais, ou ainda, bissexuais). Portanto, se a idéia e o desejo não partir dele, seu comentário pode ofendê-lo e ainda transmitir a ele a idéia de que você não o aceita; não que você deva aceitar. A homossexualidade, em si, pode ir contra os seus conceitos, mas se você está lendo este texto é porque quer aprender como tratá-lo de forma coerente. Pense nisso. Mesmo porque o que é bom para ele, não necessariamente é para você, e vice-versa. Respeito acima de tudo.

    10 - Se pedir para eu guardar segredo, o que faço?
    Saber que alguém é gay pode gerar algumas complicações para a pessoa que não assumiu sua orientação publicamente. Logo, se lhe foi pedido segredo, por mais difícil que seja guardá-los (guardar segredo, de verdade, é coisa que poucos conseguem), faça um esforço. Afinal, infelizmente, nem toda a sociedade tem uma cabeça moderna e condizente com o século 21.

    11 - Como posso ter atitudes antidiscriminatórias?
    É simples. Independente do amigo ou da amiga apresentar algum tipo de “trejeito”, aliás, independente de qualquer coisa; se estiver você num bate-papo e surgir alguma brincadeira de mau gosto a qual seja discriminatória, não participe. Ao mesmo tempo, mostre que não gostou e que não compactua com aquela brincadeira grosseira ou piada fora da realidade. Participar de tal gozação, mesmo não sendo quem começou, só torna você mais um dos que assinam em baixo a “carta da ignorância”. E, “ignorante” você não é, tanto que se demonstra interessado(a) nesse assunto e está aqui, lendo este texto.

    12 - Na faculdade ou no trabalho, meu amigo gay começou a se vestir de mulher, e agora?
    Alguns homossexuais podem ter inclinação para o que chamamos de transgêneros. Transgêneros são transexuais, travestis ou similares que fazem uma mudança de gênero. E muitas vezes, nada tem a ver com a homossexualidade. Por exemplo, eu sou homem, gay, e gosto de me relacionar com outro homem. Não me sinto mulher e nem gostaria de ser mulher. Mas existem algumas pessoas que, neste exemplo, nasceram homens porém se “sentem” mulheres. E ai, a luta interna deles é tornar seu corpo igual a sua mente. Isto é, se vestindo como se sentem, neste caso, como MULHERES. Então, eles passam a ser TRANSEXUAIS. Não são homossexuais que se vestem de mulheres. São realmente mulheres tentando adequar seu corpo masculino para o corpo feminino. A meta de alguns, neste caso, é fazer aquela cirurgia de adequação sexual (transformar o pênis em vagina, definitivamente). O caso das travestis é parecido, porém, elas não se sentem totalmente mulheres (inclusive, usam o pênis na relação sexual, já as transexuais, usam mas não gostam). Se você tem um amigo assim, que “inverteu” visualmente o sexo, trate-a como ela aparentemente se mostra. Como uma mulher. Na dúvida, já que você é amigo ou amiga, chame-a próximo e pergunte como gostaria de ser chamada, com nome masculino ou feminino. Muitas, dirão que preferem o nome feminino, e como elas se sentem mulheres, utilizam banheiro feminino e tudo o que se relacione a este universo. Para compreendê-las melhor, imagine que ela tenha nascido mulher, porém, no corpo de um homem. E a grande luta dela é para que esse corpo “errado” que tenha nascido, seja refeito e adequado a sua mente.

    13 – Gostei destas explicações, porém gostaria de aprender mais sobre este universo. Por curiosidade!
    Existem muitos portais na Internet com artigos e informações sobre a homossexualidade, transexualidade e todas as vertentes da sexualidade humana. Evite, sempre, sites religiosos e prefira os científicos. Como disse acima, a religião condena com base em suas doutrinas. A ciência entende que é apenas uma forma de comportamento e, de forma séria, explica detalhadamente o que ocorre com as sexualidades apresentando diversos estudos científicos com bases na psicologia, história, antropologia e diversos outros estudos. Caso queira se aventurar em livros, para estudos mais sérios, recomendo o livro “Devassos no Paraíso” que fala sobre a história da homossexualidade no Brasil e também o livro “Seis Balas num Buraco Só”, que vai a fundo na origem do preconceito e da sociedade machista. Ambos do escritor João Silvério Trevisan. Se você não tem muito tempo mas gostaria de ler um livro que resumisse muito bem alguns temas e assuntos, sugiro a leitura do meu livro, bastante didático e simples chamado O ARMÁRIO (www.oarmario.com) . O importante é que você busque informações e tente aprender de tudo um pouco. Afinal, conhecimento nunca é demais. E o maior problema da homossexualidade é, sem sombra de dúvidas, informações corretas sobre o assunto. Tudo o que vemos na TV ou na sociedade é, ainda, visto de forma errado e negativo. Com informação correta, podemos resolver este caso.

    Fabrício Viana

    Fabrício Viana é bacharel em Psicologia, gay assumido e autor do livro que fala sobre a homossexualidade (erroneamente citado na mídia de homossexualismo) chamado  ”O Armário - Vida e Pensamento do Desejo Proibido” - Site do livro: www.oarmario.com


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  • 09dez
    Cotidiano Homossexual, Homofobia, Movimento Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    O suspeito de matar 13 homossexuais no parque do Paturis, em Carapicuiba, entre Julho de 2007 e Agosto de 2008, tem entre 1,65 a 1,70m, é de cor parda, usa roupas escuras, capuz, forte e mata com uma precisão absurda (nenhuma munição foi encontrada no local, apenas dentro do corpo das vítimas).

    É o que dizem as investigações da polícia do município.

    Parque Patrius - Carapicuiba - Assassinato de Homossexuais

    Parque Paturis - Carapicuiba - Assassinato de Homossexuais

    O assassino (serial killer) convida as pessoas para um sexo rápido e descompromissado nas regiões mais escuras do parque conhecida como “fazendinha”.

    É nesta parte do parque que ele mata com um tiro que é dado sempre na cabeça ou na nuca. Apenas uma das vítimas foram mortas a pauladas. Todas elas foram encontradas com as calças abaixadas e de bruços após o ato violento.

    Embora tenham encontrado semêm em alguns dos corpos, nenhum exame de DNA foi feito e muito menos um exame de balística (para ver se foram disparados da mesma arma).

    A polícia de Carapicuiba diz que tem poucos investigadores e uma estrutura muito precária para realizar todos os testes.

    A comunidade gay está atenta e em choque.

    O que deixa sempre um alerta no ar: tomem cuidado, e muito, com sexo em locais públicos, sexo com desconhecidos e outras formas perigosas de se obter prazer rápido.


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  • 02dez
    Cotidiano Homossexual, Diversidade GLS, Eventos LGBT, Movimento Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Bacana ver que o projeto idealizado por Douglas Drumond (o de óculos na foto), o Casarão Brasil, esta saindo do papel. Quando fui no coquetel de apresentação do projeto, meses atrás, parecia algo impossível de se conseguir/realizar.

    Casarão GLS

    Casarão GLS

    Mas nesta segunda, visitando o casarão, em um novo coquetel para apresentar as reformas, deu para perceber que falta pouco pro sonho se tornar realidade. E melhor, vai unir vários projetos da própria comunidade. A idéia é ter lojas, serviços, unidade básica de saúde, assistência aos carentes, enfim, o que puder ser feito em pró da comunidade LGBT. Gostou? Pois bem, não tem como não gostar! O site do Casarão Brasil é o www.casaraobrasil.com e segundo o assessor de imprensa Julio Cardia as atividades devem começar efetivamente em Março de 2009. Em outras palavras: daqui a poucos meses!!!

    Parabéns ao Douglas e a todos que estão contribuindo para que este sonho vire realidade… :-)


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  • 23nov
    Cotidiano Homossexual, Eventos LGBT, Movimento Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    A 3º Parada LGBTT de Itaquera em São Paulo/SP foi ótima embora a chuva e a pouca divulgação do evento. Com saida marcada após o meio dia, a parada seguiu firme do Metrô Itaquera até a praça que fica entre a Avenida José Pinheiro Borges e a rua Gregório Ramalho.

    Terceira Parada Gay de Itaquera - 23112008

    Terceira Parada Gay de Itaquera - 23112008

    Realizada pelo grupo ZONA com o apoio da CADS a parada teve a participação de Silvetty Montilla, Dindry Buck, Bill da Pizza, Salete Campari, Leandro Vibe e outros artistas, conhecidos e amigos de Itaquera e regiões vizinhas. Além de um concurso de Drag para escolher a drag queem oficial do bairro de Itaquera. Uma pena a chuva ter atrapalhado pois, segundo um dos jovens que participou de todas as edições, no ano passado a quantidade era quase 4 vezes maior. Mesmo assim ela cumpriu sua função social. Nota 10 também para o policiamento e ambulância que ficou disponível durante todo o tempo.

    Parabéns a todos os organizadores. Ano que vem vamos precisar de mais divulgação… e uma ajudinha de São Pedro… ;-)


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    .................................... Por Fabrício Viana, autor do livro O Armário (Homossexualidade)

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  • 13nov
    Cotidiano Homossexual, Movimento Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Ao ser perguntada por Léo Aquila se ela gostaria de ter um filho gay Claudia Leite disse que não. Com a resposta alguns militantes do movimento homossexual acharam que a cantora foi preconceituosa.

    Claudia Leite não quer ter filho gay

    Claudia Leite prefere não quer ter filho gay

    Porém, Claudia explica em seu blog que não se trata de preconceito. Ela e o marido tem vários amigos gays e a entrevista com a Léo Áquila toda de rosa foi em tom de brincadeira. Que ela deixou claro que não gostaria de ter um filho gay e, ainda no seu blog, afirmou que se o filho se tornar gay o amará da mesma maneira.

    Francamente não desejo que meu filho seja homossexual por vários motivos e, sobretudo pelo pelo preconceito absurdo que vejo meus amigos gays sofrerem em seu dia a dia. Entretanto, Deus sabe o que ele será e independente do rumo da sua sexualidade eu o amarei incondicionalmente” (trecho de seu blog)

    Interessante é que o assunto rendeu a mídia e a fúria de alguns militantes homossexuais. Não todos. Afinal, a homossexualidade ainda é um tema polêmico e muitos pais não estão preparados para lidarem com um filho homossexual, por isso a resposta de Claudia. Se for para escolher prefiro que não. Nada além disso.

    Claro que a questão esbarra em outros pontos importantes para a militância homossexual. Claudia Leite apenas respondeu o que muitos pais responderiam em seu lugar. Por outro lado, por sua resposta e também a dos outros pais, é que precisamos, cada vez mais, informar, educar e explicar a sociedade que a homossexualidade não é nada mais que uma vertente da sexualidade humana. Ela existe a mais de 35.000 antes de Cristo e esta ai, no dia-dia, para quem quiser ver.

    Com a obrigação, é claro, de respeitar.


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    .................................... Por Fabrício Viana, autor do livro O Armário (Homossexualidade)

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  • 12nov
    Cotidiano Homossexual, Homofobia, Movimento Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    César Maia, prefeito do Rio de Janeiro, assinou o decreto 33.033/2008 que aprova a lei 2475/96 que pune de forma administrativa estabelecimentos comerciais, industriais e repartições públicas que discriminarem pessoas por conta de sua orientação sexual. Um ganho na questão dos direitos dos homossexuais.

    Confira a lei na íntegra:

    Rio de Janeiro - Lei 2475/96

    Rio de Janeiro - Lei 2475/96

    LEI Nº 2475, DE 12 DE SETEMBRO DE 1996.

    Determina sanções às práticas discriminatórias na forma que menciona e dá outras providências.
    Autor: Comissão de Defesa dos Direitos Humanos

    O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO,

    faço saber que a Câmara Municipal decreta e eu sanciono a seguinte lei:

    Art. 1º - Os estabelecimentos comerciais, industriais e repartições públicas municipais que discriminarem pessoas em virtude de sua orientação sexual, na forma do § 1º do art. 5º da Lei Orgânica do Município, sofrerão as sanções previstas nesta Lei.

    Parágrafo Único - Entende-se por discriminação, para os efeitos desta Lei, impor às pessoas de qualquer orientação sexual situações tais como:

    I - constrangimento;
    II - proibição de ingresso ou permanência;
    III - atendimento selecionado;

    IV - preterimento quando da ocupação e/ou imposição de pagamento de mais de uma unidade, nos casos de hotéis, motéis e similares.

    Art. 2º - As sanções impostas aos estabelecimentos privados que contrariarem as disposições da presente Lei, as quais serão aplicadas progressivamente, serão as seguintes:

    I - advertência;
    II - multa mínima de mil, duzentas e cinqüenta e quatro Unidades Fiscais de Referência - UFIR;
    III - suspensão de seu funcionamento por trinta dias;

    IV - cassação do alvará.

    Parágrafo Único - Na aplicação das multas será levada em consideração a capacidade econômica do estabelecimento infrator.

    Art. 3º - VETADO.

    I - VETADO;
    II - VETADO;
    III - VETADO.

    Parágrafo Único - VETADO.

    Art. 4º - VETADO.

    Parágrafo Único - Da regulamentação de que trata este artigo constarão obrigatoriamente:

    I - mecanismos de denúncias;
    II - formas de apuração das denúncias;
    III - garantias para ampla defesa dos infratores.

    Art. 5º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.


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