Homossexualidade

  • 02mar

    A Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT), com intuito de defender e combater a discriminação e os preconceitos enfrentados por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, fechou parceria inédita com o escritório Lessi e Advogados Associados. O acordo visa atender mensalmente de forma gratuita os associados da APOGLBT e demais pessoas que procuram pelos serviços da entidade. A iniciativa partiu do presidente do escritório, Dr. Pedro Lessi, que representa vários casos de discriminação por orientação sexual.

    O Dr. Lessi explica que a “parceria representa para a sociedade que o respeito à orientação sexual é um direito fundamental e uma garantia individual do ser humano”. A partir de agora, desde questões contratuais menores, como desrespeito ao uso da logomarca da APOGLBT, até questões de repercussão nacional, como ofensas públicas à população LGBT, poderão ser objeto de representação jurídica.

    Para o presidente da APOGLBT, Alexandre Santos, o Xande, “esta parceria abre a possibilidade dos LGBT terem acesso à Justiça, pois o escritório vai atender a todas as ações que a Associação precisa a favor dessa comunidade”, e ressalta a importância do público LGBT poder reagir às ofensas diárias de apresentadores de TV, programas humorísticos de mau gosto ou religiosos que abrem campanhas de ataques ou ridicularizam nos meios de comunicação.

    Já o tesoureiro da entidade, Manoel Zanini, reflete que por falta de ação nessa área o movimento LGBT e a Associação perdem oportunidades jurídicas importantes. “Com essa parceria os militantes e parceiros saberão que terão segurança para enfrentar qualquer espécie de discriminação perante a sociedade e os órgãos públicos”, conclui.

    Dr. Lessi avalia ainda que a iniciativa é muito mais que uma parceria é criar jurisprudência (um conjunto das decisões legais) no segmento LGBT. “Hoje a população LGBT tem bastante visibilidade, mas poucas conquistas efetivas de direitos. Essa é uma oportunidade de mudar a história”, conclui o advogado.

    Para mais informações sobre como obter assistência ou orientação jurídica em casos de homofobia ou negligência aos direitos constitucionais e civis, contate a APOGLBT pelo e-mail paradasp@paradasp.org.br ou pelo telefone (11) 3362-8266.

    Informações para a imprensa:

    Assessoria de Imprensa APOGLBT
    Cezar Xavier: (11) 9963-1528 | assessoria.imprensa@paradasp.org.br
    Leandro Rodrigues: (11) 9790-8538 | leandrorodrigues@paradasp.org.br

    Assessoria de Imprensa Lessi Advogados
    Fones: (11) 3259-5333 / 3129-7254
    Gisele Rosa (11) 8121-5265 | jornalismo.gisele@hotmail.com / gisele.rosa@lessi.adv.br
    Ricardo Cazarino (11) 9350-3333 | ricardo.cazarino@lessi.adv.br
    Débora da Matta (11) 8246-3595 | debora.damata@lessi.adv.br
    Letícia Lessi (11) 9140-7050 | lessi.ledrummond@lessi.adv.br


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  • 20fev

    apoglbtNo mês de fevereiro, a Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT) completa 11 anos de existência. A entidade, que inicialmente foi criada para organizar a maior manifestação de cunho sócio-politico-cultural da história do Brasil, atualmente acumula projetos e serviços gratuitos prestados à comunidade a fim de reduzir a vulnerabilidade da população LGBT em relação à discriminação, à violência homofóbica, às DST/Aids, à negação de direitos constitucionais e afetivos e à falta de informação. Por se tratar de uma organização não-governamental sem fins lucrativos, a APOGLBT necessita da cooperação do governo, de empresas privadas e da sociedade civil para prosseguir com seus trabalhos.

    Num gesto simbólico, o coordenador geral do Mês do Orgulho LGBT de São Paulo, Manoel Zanini, presenteou a Associação em seu aniversário com uma doação de R$ 378,04 (trezentos e setenta e oito reais e quatro centavos) em moedas acumuladas durante um ano. “Juntando pequenos valores dia-a-dia, pode significar, por exemplo, cinco ou seis banners de campanha a mais na Avenida Paulista, durante a Parada” diz Zanini, que com o ato pretende incentivar a participação da comunidade nos projetos da APOGLBT.

    A Associação não possui nenhuma forma de arrecadação de verba que não seja através de doação, pois todas as atividades e serviços que presta são gratuitos. Além de quantias em espécie, qualquer pessoa pode doar materiais para escritórios, móveis e aparelhos eletrônicos usados, livros e DVDs. Outra forma de colaborar com o trabalho da APOGLBT é tornado-se voluntario para a organização do Mês do Orgulho LGBT de São Paulo.

    A serviço da população LGBT

    O Mês do Orgulho LGBT de São Paulo é um símbolo de como o trabalho da APOGLBT vem se multiplicado. O conjunto anual de atividades, que tem como ápice a Parada do Orgulho LGBT, reúne atualmente um vasto ciclo de debates, o Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, a Feira Cultural LGBT e o Gay Day no Playcenter, além ampliar a discussão acerca da diversidade sexual, movimentar toda a cidade de São Paulo para a auto-estima dos cidadãos LGBT e incentivar ações semelhantes pelos rincões do país.

    Durante o ano, a APOGLBT mantém-se como voz ativa da comunidade LGBT, intermediando suas demandas junto às administrações públicas, participando de congressos e fóruns sobre direitos humanos, apoiando e participando de outras manifestações sociais e realizando campanhas de prevenção às DST/Aids. Em sua sede, acolhe vítimas de violência, presta atendimento jurídico e psicológico, mantém grupos de discussão temáticos que servem como rede de apoio entre os participantes e assessora casais homoafetivos no processo de registro de uniões estáveis.

    Ao longo de sua trajetória, a Associação constitui-se como uma das mais importantes representações do movimento LGBT no país, sendo reconhecida internacionalmente por seu trabalho. Em 2009, foi duplamente homenageada pela Presidência da República – através da Secretaria Especial dos Direitos Humanos e pelo Ministério da Cultura – como a entidade que mais defendeu os direitos humanos e pelas ações realizadas durante o Mês do Orgulho LGBT de São Paulo.

    Para doar qualquer quantia, basta fazê-lo diretamente na sede da APOGLBT, localizada na Praça da República, nº 386, cj. 22, ou através de depósito bancário no banco Bradesco, Agência 3057, C/C 63330-5. Para mais informações sobre como realizar outros tipos de doações ou se voluntariar na APOGLBT, entre em contato através do telefone (11) 3362-8266, pelo e-mail paradasp@paradasp.org.br, ou acesse www.paradasp.org.br.


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  • 19dez

    Foi assinado nessa quarta-feira, 16, convênio entre o Governo do Estado de São Paulo e o Grupo E-jovem de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados para a criação da Escola Jovem LGBT, a primeira do gênero no país. O objetivo da escola é valorizar e difundir a Cultura LGBT, em cursos que serão abertos a jovens hetero, homo e bissexuais já a partir de 2010.

    “A escola é um Ponto de Cultura. O fato de os cursos serem abertos a todos e não só a jovens gays é parte da nossa estratégia de combate à homofobia,” explica Deco Ribeiro, apontado diretor da Escola Jovem LGBT. “Preconceito é ignorância. Para vencer isso, precisamos levar nossa arte, nossa expressão e nosso discurso a quem não nos conhece. Se a valorização da cultura negra é estratégia do movimento negro, assim como de vários povos e regiões, por que não valorizar a cultura LGBT?”

    Na sede da escola, em Campinas, meninos e meninas da própria cidade e das regiões de Sorocaba, Grande São Paulo e da Baixada Santista terão aulas de criação de zines, criação de revistas, criação literária, dança, música, TV, cinema, teatro e performance drag, sempre com foco no jeito de ser e agir das lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros. O material produzido ao longo dos cursos, como CDs e DVDs, livros e revistas, peças de teatro e espetáculos de drag queens, circularão pelo estado e serão assistidos e distribuídos gratuitamente. Os jovens poderão concorrer ainda a bolsas de estudo.

    “Pra quem está se descobrindo agora, é importante conhecer suas raízes,” afirma Chesller Moreira, presidente do Grupo E-jovem. “E mais importante ainda saber que é possível ser feliz sendo exatamente quem você é. O jovem ouve tanto por aí que ser gay é errado que ele fica sem referências positivas. Aqui ele vai poder descobrir que ser gay é legal, que ser travesti é legal, e que ele tem muito a oferecer à sociedade.”

    Todo o projeto é financiado por um convênio firmado entre o Governo do Estado de São Paulo e o Ministério da Cultura, que tem por objetivo apoiar entidades que desenvolvem relevante papel na comunidade nas áreas de fomento, difusão, produção e formação cultural. O GRUPO E-JOVEM foi selecionado por meio de concurso público e foi a única entidade LGBT contemplada em SP.

    As matrículas e inscrições para bolsas de estudo já estão abertas e as aulas devem começar em março de 2010. Os interessados devem escrever para escola@e-jovem.com ou ligar para os telefones (19) 3307-3764 / 9341-3764.

    INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:
    Deco Ribeiro, Diretor – (19) 9136-1950
    Flávia Faiola, Secretaria de Cultura de SP – (11) 2627-8166


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  • 13out
    Lésbicas - Homossexualidade Feminina - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Matadores de Vampiras Lésbicas! – “Vampiras lésbicas que adoram ficar seminuas e atacar habitantes de uma vila rural no País de Gales. Essa é a premissa básica de Lesbian Vampire Killers, ou Matadores de Vampiras Lésbicas, novo filme do diretor britânico Phil Claydon, que, ao contrário de gerar repulsa entre os conservadores no Reino Unido, virou um projeto cult, admirado por nerds e cinéfilos!”


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  • 26jun
    Lésbicas - Homossexualidade Feminina - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Com o objetivo de formar novas lideranças e informar sobre questões relativas  a comunidade de lésbicas da Baixada Santista e como uma das diversas atividades voltadas às comemorações do Dia 28 de Junho – Dia do Nacional do Orgulho LGBT,  será realizado, na cidade de Santos/SP, entre os dias 27 e 28 de junho de 2009 o Iº Curso Regional de Formação para Novas Lideranças Lésbicas – Bx. Santista.

    Esta é uma iniciativa das LOBAS – Lésbicas Organizadas da Baixada Santista em parceria como Fórum Paulista LGBT, Secretaria Municipal de Saúde de Santos – SPREDIN  CTA – Prevenção com o financiamento do ELAS – Fundo de Investimento Social.

    O curso foi desenhado para vinte participantes das seguintes cidades: Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá e Bertioga, previsto inicialmente para dez  participantes, porém a adesão foi tão grande que o curso dobrou o número de vagas, que já se esgotaram.

    O Curso traz como temas os seguintes Módulos: Gênero; Histórico dos Movimentos Sociais com ênfase no Movimento LGBT e Feminista; Panorama e desafios regionais; Políticas Públicas; Advocacy; Estrutura das entidades filantrópicas e Saúde Integral das Lésbicas, tudo isso com uma visão voltada para as mulheres lésbicas, bissexuais, transexuais da região.

    Será a primeira vez que este evento ocorre na região, e pela adesão e falta de espaços similares e temas propostos, nota-se a carência para a população LGBT da Bx. Santista.

    Segundo as organizadoras, foram inscritas mais de 60 mulheres, de outras cidades e estados, porém como as vagas eram limitadas, foram escolhidas as com perfil mais afim à finalidade do mesmo.

    Como palestrantes o curso terá: Lula Ramires (mestre em Educação pela USP)  do Grupo CORSA de São Paulo, que explanara sobre Gênero; Julian Rodrigues, Coordenador do Grupo CORSA de São Paulo que explanará sobre Movimento LGBT – Brasil e Mundo,  Dimitri Sales – Coordenador da CADS Estadual que explanará sobre a CADS e lei estadual, Jane Pantel coordenadora das LOBAS – Lésbicas. Org. Bx. Santista que explanará sobre sexo mais seguro para lésbicas, e Miguel Angelo Versani, Chefe do Spredin que explanará Hepatites.

    Mais informações:

    Jane Pantel – (13) 3323.7812 / 9705.5389 /
    lobas-les@hotmail.com


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  • 23abr

    Grupo Corsa: Quem ainda não teve a oportunidade de assistir o premiado filme Milk – a voz da igualdade, poderá assistí-lo no sábado (25), na sede do Corsa - Cidadania, Orgulho, Respeito, Solidariedade e Amor, em São Paulo.

    A exibição, marcada para as 19h, faz parte do projeto Cine Arco-Íris, que pretende promover o debate e exibir filmes com temáticas LGBT. “Depois de vermos juntos o filme, haverá um debate sobre o mesmo, pois é fundamental fazer uma reflexão a partir das semelhanças e diferenças entre o movimento norte-americano na Califórnia dos anos 1970 e o atual movimento LGBT brasileiro”, informa Lula Ramires, coordenador geral da entidade.

    Para fazer os primeiros comentários e dar o pontapé inicial à discussão coletiva, foi convidado o ativista Julian Rodrigues, do IEN e do Setorial Nacional LGBT do PT. Ao longo do ano, está prevista a apresentação de outras importantes obras cinematográficas à comunidade.

    Filme

    O longa, dirigido por Gus Van Sant (Gênio Indomável) conta a história de Harvey Milk, o primeiro gay assumido a ser eleito para um cargo público nos Estados Unidos, protagonizado pelo Sean Penn, que recebeu o Oscar de melhor ator por sua interpretação. Além dele, o elenco inclui Emile Hirsch, Josh Brolin, Diego Luna e James Franco. Milk foi também vencedor do Oscar de melhor roteiro original.
    Mais sobre o Corsa

    O Corsa – Cidadania, Orgulho, Respeito, Solidariedade e Amor é uma associação civil sem fins lucrativos fundada em 1995 cuja missão é a defesa dos direitos civis e humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.
    Serviço

    Exibição: Milk – a voz da igualdade
    Data: Sábado – 25 de março
    Horário: 19 horas

    Local: Sede do Corsa – R. Conde de São Joaquim, 179 – Bela Vista – São Paulo Informações: 11 3773 5514 ou 11 7171 5055 – falar com Lula.
    Entrada franca mais café, chá e pipoca.


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  • 25mar
    Eventos LGBT, Lésbicas - Homossexualidade Feminina - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    No dia 28 de março de 2009, das 13 as 17 horas, será realizado o Seminário Intersetorial: Construindo a Visibilidade das Mulheres Lésbicas de Mato Grosso do Sul, finalizando as atividades referentes ao mês da mulher, para fortalecer e articular as relações instuticionais, objetivando assegurar a concretização da cidadania dessas mulheres. Convida-se a todos e todas, sociedade civil e poder público, para juntos discutir as especificidades dessas cidadãs e garantir sua inclusão de maneira ampla na sociedade.

    SERVIÇO:

    Construindo a Visibilidade das Mulheres Lésbicas de Mato Grosso do Sul
    Data: 28 de Março de 2009
    Local: Auditório da Casa da Cidadania. Endereço: Rua Marechal Cândido Mariano Rondon, 713.
    Informações: (67) 3324-0743 ou 3321-7343; e-mail: centrho@hotmail.com
    Importante: Certificados serão garantidos ao término do evento aos participantes que confirmarem presença com antecedência.

    PROGRAMAÇÃO:

    13h Apresentação Cultural

    13h30 Mesa de Abertura – Políticas Públicas e Visibilidade Lésbica
    •    Secretaria Especial de Direitos Humanos/SEDH – Governo Federal
    •    Secretaria de Trabalho e Assistência Social/SETAS
    •    Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres – MS/CEPPM/MS

    15h Mesa de Debates – Especificidades da Mulher Lésbica e Bissexual
    •    Andréia Torres – Cientista Social
    •    Mariney Maciel de Oliveira – Assistente Social
    •    Cristiane Duarte – Presidenta do Coletivo de Mulheres Lésbicas e Bissexuais/A Bem Mulher

    16h30 Encaminhamentos Finais

    CENTRO DE REFERÊNCIA EM DIREITOS HUMANOS DE PREVENÇÃO E COMBATE À HOMOFOBIA – MS
    Rua Marechal Rondon, Nº 713 – Centro
    CEP: 79002.200    Campo Grande MS
    Fone/Fax: 3324.0763   E-mail: centrho@hotmail.com


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  • 21mar

    Homoparentalidade: o que muda quando temos filhos? Como criá-los e enfrentar os desafios do dia-a-dia? Para refletir sobre essas e outras questões, a APOGLBT promove o primeiro grupo de discussões presencial do Brasil que aborda a rotina de famílias cujas mães ou pais são homossexuais, bissexuais, travestis ou transexuais.

    Logo Parada SP - APOGLBT

    Logo Parada SP - APOGLBT

    A escassez de material de pesquisa acerca da criação de filhos por famílias LGBT traz a necessidade de convivência entre pessoas que vivem esse mesmo contexto. Por isso, o Mães e Pais LGBT vem reunir essas famílias a fim de gerar informação através da troca de experiências entre os participantes. Escola, educação, pai/s(mãe) biológico/s(a), namorada(o) da(o) mamãe(papai) e demais assuntos do cotidiano dessas “novas” famílias são abordados em reuniões quinzenais, às quintas-feiras, na sede da APOGLBT.

    O Mães e Pais LGBT veio a acrescentar ao quadro de grupos temáticos da Associação da Parada, dando início às suas atividades em dezembro de 2008, sob a coordenação do casal Carina e Jéssica Ramires, ativistas do movimento LGBT e mamães de Pietra e Allana.

    A participação é aberta e gratuita a todas(os) interessadas(os), basta enviar um e-mail para paislgbt@paradasp.org.br e aguardar o recebimento do convite semanal. Para mais informações, entre em contato também através do telefone (11) 3362-8266 / 7167-3098 / 9719-3650

    Aguardamos todos lá!

    Endereço: Praça da República, 386 – conjunto 22 – Centro – São Paulo – SP
    Carina e Jéssica Ramires


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  • 16fev

    A mais antiga e tradicional banda carnavalesca da cidade de São Paulo nasceu com o nome de Bandalha, criada no auge da repressão militar pelo dramaturgo e ator Plínio Marcos em 1972, nome que lembrava um bloco de sujos de sua cidade natal, Santos. Plínio gravava a novela Bandeira Dois, no Rio de Janeiro e não aguentava mais as piadas e provocações dos cariocas, dizendo que: bloco de paulista é bloco de concreto armado, que cordão de paulista é cordão de isolamento; e, como se tudo isso, ainda, não bastasse, atormentavam tanto o irrequieto Plínio Marcos, citando Vínicius de Moraes “São Paulo é o túmulo do samba”. Àquela altura a Banda de Ipanema já era famosa, trazendo como musas Leila Diniz e Odete Lara. Injuriado com tantas brincadeiras, Plínio chamou seu colega de teatro, Carlos Costa, o Carlão, que já era frequentador do mundo do samba paulista, mas ganhava a vida no teatro, Carlão foi bilheteiro, contra-regra e ator, atuou no teatro de Arena e também no cinema. Então, Plínio Marcos se autoproclamou presidente da Banda Bandalha e convidou para a vice-presidência o Carlão. Claro que Plínio e Carlão viam na banda uma forma de se expressar, num momento que a censura calava o teatro, jornais e outras manifestações.

    Em 1972 e 1973 no auge da ditadura militar, a banda saiu da frente do Teatro de Arena e percorreu o centro, foi sucesso de cara, tendo no primeiro desfile como Porta Estandarte a atriz Etty Frazer e mestre sala o ator Toni Ramos, também contou com ilustres participantes, como a atriz Walderez de Barros, o dramaturgo Gianfrancesco Guarnieri, o ator John Herbert, Pepita e Lolita Rodrigues, os jornalistas Arley Pereira, José Ramos Tinhorão, o ator e artísta plástico Luiz Carlos Parreira, além da turma da “Vagão” e redondeza, entre tantos outros atores, jornalistas e foliões. A Banda durou dois anos, depois de brigas com a prefeitura, Plínio se injuriou e falou que não tinha mais Bandalha, mas seus remanescentes, encabeçados por Carlão, formaram a Banda Redonda, que desfilou pela primeira vez em 74, agora tendo Carlos Costa como presidente e Plínio como vice. Com a inspiração do Artista plástico Luis Carlos Parreira a banda adotou a pomba como símbolo e as cores azul, ouro e branco. Atualmente, os desfiles da banda são acompanhados por cerca de 15 mil pessoas e já entraram no calendário oficial do carnaval de São Paulo. Além disso, ela é filiada à ABASP – Associação de Bandas de Carnaval de São Paulo.

    Carlão, o Carlos Costa, Carlão da Vila, Carlão do Boné, quando assumiu a banda em 1974, transformou-se no “General da Banda” de São Paulo (lembrando Black-Out, o “General da Banda” no Brasil): diz um dos foliões: quando o Carlão chega as pessoas cantam… “Chegou o General da Banda…” Sobre o novo nome da banda: Redonda, Carlão conta um pouco da história: “A gente frequentava um bar chamado Redondo. Tinha uma gíria na época que dizia que as pessoas inteligentes tinham a testa redonda. Daí, a partir de algumas sugestões: ARENA, pelo teatro (ora veja, naquela época, o partido da ditadura tinha a sigla de ARENA), Carlos Gomes, Roseevelt (nome de gringo não), Consolação e Vila Buarque, (não são nomes para uma banda). Prevaleceu a idéia da cabeça inteligente: Redonda, ainda sugeriram Banda do Redondo, para tentar obter algum patrocínio do dono do bar, mas aguém lembrou: “o portuga sequer pindurava uma cerveja”. Daí ficou definitivamente “Banda Redonda” mesmo, pela idéia do Parreira, ainda hoje há quem confunda o nome da banda com o nome do bar.

    A Banda Redonda homenageia todos os anos personalidades destacadas no meio Cultural e Artístico, como: Etty Fraser, Sérgio Mamberti, Walderez de Barros, Chico de Assis, Emilio Fontana, Drauzio Varella, Esthér Góis, Regina Braga, Renato Consorte, Paulo Goulart, Analy Alvarez, João Acaiabe, Maria Alcina, João Batista de Andrade, Alaíde Costa, Chico Pinheiro, Denis Derkian, além da presença dos homenageados, este ano a Banda lembra os 10 anos sem o dramaturgo e escritor Plínio Marcos, companheiro e fundador da “Redonda”.

    Dia 16 de fevereiro de 2009, às 19h – Concentração na frente do Teatro de Arena Eugênio Kusnet (Rua Teodoro Baima, 94). Saindo do teatro de Arena, o desfile percorrerá a Rua da Consolação, seguindo pela Xavier de Toledo, passando pelo Teatro Municipal, Cons. Crispiniano, Av. São João, Ipiranga, Praça de República, cruzando a Av. São Luís. Voltando ao ponto de partida na frente do Teatro de Arena, o desfile da “Redonda se encerra com algumas músicas do verdadeiro carnaval de rua. Apoio: O AUTOR NA PRAÇA. Informações: Carlão (SPTuis) – 2226 0651 ou Teatro de Arena 3256 9463 (com Elias).

    Imprensa: Edson Lima – 3746 6938 / 9586 5577 – imprensa@oautornapraca.com.br

    Carlos Costa, O General da Banda Redonda, chegou em São Paulo em 1947, aprendeu a história do samba paulista, curtiu e viveu o samba em sua forma mais autêntica. Nesses 32 anos da banda a maior satisfação de Carlão é oferecer a oportunidade para todas as classes e camadas da população curtir o autêntico carnaval, sem qualquer custo, colcando lado a lado todas as diferenças, equacionadas no mais simples momento de alegria.

    “A banda Redonda surgiu na época da repressão da ditadura militar e, tem como objetivo trazer para a rua os executivos dos escritórios do centrão da capital paulista para brincar o carnaval com o povo com ou sem fantasia, com ou sem dinheiro”. Afirma Carlos Costa, o conhecido “general da banda” de São Paulo.


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  • 30jan

    Projeto InterAgir “Ações de Advocacy em HIV/Aids para a comunidade de Gays e outros HSH” – Curitiba, 28,29 e 30 de janeiro de 2009.

    Contribuir para o enfrentamento da epidemia e redução da incidência do HIV/Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST) entre gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), por meio da qualificação de organizações da sociedade civil e ações de advocacy, este é o objetivo do Projeto ReaGir “Ações  de Advocacy em HIV/Aids para a comunidade de gays e outros HSH”. O projeto tem financiamento do Programa Nacional de DST/Aids (PN) e tem como proponente a Associação Paranaense da  Parada da Diversidade (APPAD) e conta com a parceria de sete organizações das cinco regiões do Brasil.

    Deu início nesta quarta-feira (28) e segue até sexta-feira (30) a reunião de planejamento do projeto. Estão reunidos em Curitiba representantes da APPAD, do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde e das organizações parceiras do projeto: Grupo Somos de Porto Alegre (RS), Movimento Gay de Alfenas (MG), Grupo Leões do Norte de Recife (PE), Grupo Liberdade Igualdade e Cidadania Homossexual de Feira de Santana (BA), Grupo Homossexual do Pará de Belém (PA), Associação de Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul e a Secretaria da região Sudeste (Belo Horizonte-MG) da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais Travestis e Transexuais – ABGLT. O projeto tem como consultores Cecília Simonetti da Pathfinder do Brasil de Salvador (BA) e Toni Reis do Grupo Dignidade/ABGLT de Curitiba (PR).

    O Programa Nacional de DST/Aids esta representado na reunião pelas assessoras técnicas Bárbara Graner e Vera Lopes. Para Bárbara Graner, o objetivo deste momento estratégico é consolidar uma visão comum entre as entidades que compõem o projeto, bem como as formas de implementação e capilarização da proposta. “É importante reafirmar que este propósito é fortalecer uma resposta em rede dos movimentos sociais de gays e outros HSH no enfrentamento da epidemia de Aids e outras DST nas suas diversas formas e contextos, considerando as diversas vulnerabilidades enfrentadas por esse segmento social. Isso só será efetivo se a implementação da proposta atentar para a consolidação de uma ação estratégica de responsabilidade conjunta entre movimento social e poder público, em suas três esferas de gestão, uma vez que a reversão do contexto epidemiológico do HIV/Aids e outras DST em gays e outros HSH só será possível se o alcance da implementação desta proposta incidir de forma estratégica nas diversas realidades locais”. Diz Graner.

    Para Igo Martini, coordenador geral do projeto, o objetivo final deste projeto é que os municípios e os estados ampliem e aloquem recursos para a melhoria e ampliação das ações de prevenção em HIV/Aids para a comunidade de gays de HSH. “Em média, os investimentos atuais estão na casa de 2% para ações de prevenção neste segmento. Isso inviabiliza novas intervenções e ampliação das atividades de prevenção em HIV/Aids”, afirma Martini.

    Representantes das organizações parceiras do Projeto:
    -      Beto Paes – Grupo Homossexual do Pará – Belém (PA).
    -      Rafael Carvalho – Grupo Liberdade, Igualdade e Cidadania Homossexual – GLICH – Feira de Santana (BA).
    -      Rildo Veras – Movimento Gay Leões do Norte – Recife (PE)
    -      Cris Stefanny – Associação das Travestis do Mato Grosso do Sul – Campo Grande (MS).
    -      Marcelo Dias – Movimento Gay de Alfenas e Região Sul de Minas – Alfenas (MG).
    -      Carlos Magno – Secretaria da Região Sudeste da ABGLT – Belo Horizonte (MG).
    -      Rodrigo Collares – Somos: comunicação, saúde e sexualidade – Porto Alegre (RS)

    Informações adicionais:
    -      Igo Martini – Coordenador geral do Projeto  – (41) 3222 3999 / (41) 9602 5984
    -      Márcio Marins – Presidente da APPAD  – (41) 3222 3999 – (41) 9109 1950
    -      Barbara Graner e Vera Lopes – Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde – (61) 3448.8122 / 3448.8026


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  • 22jan

    O espetáculo SEXO VERBAL prorroga sua temporada até 14 de fevereiro de 2009, no Casarão do Belvedere, em São Paulo. Um espetáculo que se passa num casarão, é uma festa feita para o amor, para o sexo libertário. Uma ex-prostituta é a anfitriã. Atores e público são os convidados.  A novidade dessa vez fica por conta de uma nova convidada homossexual, que entra às escondidas na festa, só para rever uma mulher que foi seu primeiro grande amor. Essa personagem trará textos de autoria do grupo, adaptados a partir de pesquisa em diários virtuais anônimos.

    Sexo Verbal

    Com textos de Marcelino Freire, Paula Taitelbaum, João Silvério Trevisan, Hilda Hilst, Tati Bernardi, Rodrigo Levino e Ricardo Rocha Aguieiras, o espetáculo volta-se para o universo da sexualidade humana, em que muito se fala, muito se faz, muito se vende, pouco se escancara. Mesmo em nichos propriamente sexualizados como sex-shops ou casas de show, tudo é muito escondido, reservado, como numa salinha no canto da locadora de filmes do bairro..

    SEXO VERBAL estuda o discurso sexual, apoiando-se num saber narrativo que pressupõe palavras, imagens, rituais, fantasias, culto de todas as formas de expressão corporal. Durante o processo de criação do espetáculo, o escritor Marcus Aurelius Pimenta realizou um encontro com o Núcleo Cênico ProjetoBaZar para orientar os estudos e sugerir leituras. Os desejos e frustrações pairam acima de todos os personagens do espetáculo: o pseudo modernismo de uma mulher romântica, a falsa moral e a religião esbarrando nos desejos de um bissexual, o conservadorismo de um homossexual, a inexperiência de um garoto perante uma mulher mais velha, num velho freguês a prostituta procura seu pai. Os desejos e segredos dos personagens são divididos em conversa direta com o público espalhado pela casa, ou ao pé do ouvido de um ou outro espectador, ou em um pensamento que escapa da mente do personagem, ou aos gritos, como num quadro de Munch.
    O Núcleo Cênico ProjetoBaZar anteriormente encenou o espetáculo IRA (2006), uma adaptação do livro Xadrez, Truco e Outras Guerras, de José Roberto Torero.

    FICHA TÉCNICA
    Dramaturgia e Direção: Aurea Karpor Elenco: Alexandre Acquiste, Aurélio Prates, Aurea Karpor, Hélio Tavares, Ivania Davi,  Silvana da Costa Alves Iluminação: Alexandre Pestana Trilha Sonora: Régis Frias Figurino: Alexandre Acquiste Fotografia: André Stéfano Operação de Luz: Sally Rezende Operação de som: Wilton Rozante. Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Captação de Recursos e Divulgação: JS Comunicação Produção: ProjetoBaZar Orientação de Literatura: Marcus Aurélius Pimenta Direção Geral do Projeto: Aurea Karpor e Rodolfo Lima

    SERVIÇO
    “SEXO VERBAL”
    Até 14 de Fevereiro de 2008
    Sextas e Sábados, às 21 horas
    Local – Casarão do Belvedere – Rua Pedroso, 267 – Bela Vista (próximo ao metrô São Joaquim)
    Informações – (11) 3266-5272
    Ingressos – 20 reais (10 reais meia entrada)
    Lotação – 50 lugares
    Duração – 60 minutos
    Recomendação – 18 anos


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  • 12jan

    Para quem quiser saber a data da Parada Gay de São Paulo no ano de 2009, pegue caneta, papel e anote: ela será realizada no segundo domingo do mês de Junho, isto é, dia 14 de Junho de 2009 (domingo). Mas atenção:

    - Use roupas leves e beba muita água durante o percurso.
    - Evite levar objetos de valor (celular, camera digital, filmadora, mp3, etc) por causa de possíveis assaltos.
    - Preste a atenção na carteira e no dinheiro.
    - Vá sempre acompanhado.
    - Evite tumultos. Não se aproxime muito dos carros/trios elétricos.
    - Participe sem medo, seja você hétero, homo ou bissexual.
    - Respeite todos os participantes e sua diversidade.
    - Seja feliz, aproveite tudo e ajude a comunidade LGBT a conquistar seus direitos.

    O tema da parada gay deste ano é “Sem homofobia, mais cidadania – Pela isonomia dos direitos“.

    Dois ou três dias antes (no feriado de quinta-feira) tem a tradicional feira cultural e que geralmente é feita na Praça da República ou no Largo do Anhangabaú. Assim que tivermos as informações corretas publicaremos aqui. Divirtam-se!


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  • 12jan
    Gay - Homossexualidade Masculina, Lésbicas - Homossexualidade Feminina, Pensamentos - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Pelo Google muita gente entra neste site querendo abandonar o vício pecaminoso do homossexualismo. Mas ele não é pecado. E muito menos um vício. Quem tem desejos homossexuais deve correr atrás de vivênciá-los.

    vicio-homossexualismoSe precisar repetir e publicar aqui 3 milhões de vezes isso eu postarei. Estudo científicos, meus trabalhos, livros, sites, enfim, hoje existe uma infinidade grande de matérial sério, competente e científico que desmentem o que as religiões pregam – erroneamente – sobre a homossexualidade.

    Ela é apenas uma das expressões saudáveis da sexualidade humana. Se enganar, achar que será curado, abandonar o vício, nada disso surtirá efeito. Ou vocês acham que um heterossexual irá abandonar seu vício da heterossexualidade? Se um rapaz sente-se atraído por uma mulher, nada e nem ninguém conseguirá fazer com que ele passe a não gostar mais de mulheres. O mesmo ocorre com homens que se sentem atraídos por outros homens. Não tem como negar. Não tem como deixar de ser gay.

    :-)


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  • 05jan

    Existe ex-gay? Ex-homossexual? Ex-heterossexual? Ex-viado? Essa é a pergunta primordial para muitos. E a resposta é simples. Pode existir sim, porém, a explicação é complexa e deve ser estudada e compreendida ao pé da letra. Leia tudo com atenção!

    O principal problema do ex-gay é que, a maioria das pessoas que se dizem serem ex-gays, ex-viado, ex-homossexuais, etc, são pessoas que encaram a homossexualidade como uma doença, perversão ou, no mínimo, um pecado divino que o homem jamais poderia praticar. Em outras palavras, a maioria dos ex-gays assumidos publicamente se dizem “curados” deste mal. E isso é um problema grave pois a homossexualidade não é pecado. Homossexualidade não é um mal. Não é castigo divino e muito menos uma perversão sexual. A homossexualidade, como bem cito no meu livro O Armário com vários exemplos e dados históricos, é apenas uma das várias vertentes da sexualidade humana. Isto é, a homossexualidade é algo natural, aceitável e que deve ser praticado por todos aqueles que sentem tais desejos.

    Fabrício Viana no programa de TV Show +

    Fabrício Viana no programa de TV Show +

    Neste caso, reprimir a homossexualidade é negar parte de si mesmo. E muita gente, por estar infiltrado dentro de alguma religião onde ela é – erroneamente – condenada, passa por diversas crises e angústias desnecessárias. Muitas delas se “convertem” e acabam comprando a idéia de que a homossexualidade é uma doença, se livrando deste mal, casando-se com alguém do sexo oposto, tendo filhos e, em muitos casos, tendo uma vida insatisfatória.

    Este é um ponto. Outro ponto é a variável da sexualidade humana. Conceitos como homossexual, bissexual ou heterossexual foram criados para classificarmos a orientação sexual. Mas ela não é fixa, rígida ou invariável. Ela pode ser mutável. E muito. Por exemplo, hoje um homem casado com uma mulher pode se sentir atraído por outros homens. Assim como sua esposa pode se sentir atraída por outras mulheres em determinado momento de sua vida. Se isso acontecer e um dos dois assumir uma identidade homossexual, podemos dizer que eles agora são “ex-heterossexuais”.

    O mesmo vale o inverso. Um homossexual pode, em determinado momento de sua vida, se sentir atraído por alguém do sexo oposto naturalmente, isto é, sem ter nenhum conflito com a condeção histórica e religiosa da homossexualidade lhe perturbando a mente. E assim se considerar um “ex-homossexual”. Sem achar que isso foi uma cura, uma conversão ou uma reviravolta a “vida normal”. Afinal, a homossexualidade hoje em dia também entra dentro do padrão da normalidade.

    Neste ponto de vista, ex-gays e ex-heterossexuais, assim como ex-ex-gays e ex-ex-heterossexuais, também podem existir como identidade criada. Mas também não podem permanecer rígidas. Por exemplo, um ex-gay, que agora é heterossexual, não pode dizer que jamais sentirá novamente desejos sexuais por pessoas do mesmo sexo. Muitos acreditam que não. Se ele já provou algum dia terá no mínimo uma tendência bissexual. O mesmo acontece com um ex-hétero. O que se sabe é que a orientação, por si só, pode ou não ser mudada ao longo da vida. E se ela for mudada, a mudança partirá do íntimo de cada um, isto é, de dentro para fora (e não por terceiros). Existe também aqueles em que a orientação nunca mudará. São pessoas que nascem, crescem e morrem apenas com uma única orientação sexual durante toda a sua vida, sendo totalmente homossexual, heterossexual ou bissexual.

    Então, quando se fala de ex-gays, deve-se ter em mente que muitos deles, ao aparecerem na mídia, aparecem com um discurso que envolve pecado e condenação. Isto é, eles aparecem e dizem que deixaram a homossexualidade como se abandonassem um vício de drogas. Como se isso fosse realmente uma doença. E isso é errado.

    A homossexualidade na visão da psicologia, medicina, psiquiatria e várias ciências não enquadradas dentro da área da saúde, como a sociologia ou antropologia, entre muitas outras, sabem que ela não é e nunca será uma doença. Sendo apenas mais uma das expressões naturais e sadias da sexualidade humana.

    Mesmo porque, alguém já viu alguma reportagem sobre “ex-heterossexuais“? Alguém já viu um ex-heterossexual assumido? Não existem em reportagens (embora existam muitos na vida real, veja como exemplo eu ou os mais de 2 milhões da parada lgbt de São Paulo). Porque a heterossexualidade, historicamente, não foi e ainda é condenada por religiosos como a homossexualidade é. Isso é um ponto importante que todos, inclusive jornalistas que preparam estas matérias de “ex-gays” precisam entender ao criar reportagens que só dividem ainda mais as opiniões da população leiga ao invés de mostrar a realidade: o preconceito (que eles mesmos ajudam a proliferar).

    Para concluir, ex-gays, ex-homossexuais, ex-viados ou como vocês preferem, existem sim, mas com todas estas ressalvas. Assim como existem ex-heterossexuais que, infelizmente, são esquecidos na mídia. Mais informações entre em contato, visitem o site do meu livro ou deixem suas opiniões por aqui mesmo.


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  • 12dez

    A APOGLBT foi premiada na categoria Dorothy Stang – Defensores de Direitos Humanos, da 14ª edição do Prêmio Direitos Humanos 2008, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido durante o Mês do Orgulho GLBT e às atividades de combate à homofobia, às DST e em defesa dos direitos de LGBT. Portanto, na próxima segunda-feira (15/12/2008), o presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT), Alexandre Santos, o Xande, recebe, em Brasília, o prêmio da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR).
    Bandeira Gay

    Estamos honrados, porque esse reconhecimento ajuda a desmistificar o trabalho da Associação, que não se restringe à Parada do Orgulho, mas a uma atuação firme na luta contra a discriminação e à violência contra LGBT“, lembrou Xande, referindo-se à face mais conhecida do trabalho da Associação, além de outras ações e projetos, mantidos durante todo o ano.  Vários protestos contra a violência homofóbica na capital foram encabeçados pela APOGLBT, causando interesse da mídia e da polícia, gerando programas de capacitação de policiais para os direitos LGBT. Diariamente, a Associação recebe denúncias de homofobia e oferece acolhimento jurídico e psicológico para as vítimas.

    Preconceito contra a entidade

    Xande lembrou as dificuldades que a APOGLBT tem enfrentado durante esses 10 anos de atividades. “Prêmios como esse podem contribuir para reduzir o preconceito explícito e velado que sofremos em várias de nossas atividades”, ponderou o presidente da entidade. Vários setores da sociedade ainda oferecem resistência ao trabalho da APOGLBT, só reduzida devido ao trabalho conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e a Cads da Prefeitura, que se sensibilizaram com os objetivos e atuaram como moderadores em várias negociações.

    A discriminação disfarçada de burocracia se manifestou em várias ocasiões contra a realização da própria Parada do Orgulho, vencida pelo apoio popular e do movimento LGBT. O preconceito explícito contra a APOGLBT se manifesta por meio de organizações religiosas, que chegam a entrar na Justiça contra a atuação da entidade. “Apesar de representarmos a maior manifestação do Orgulho GLBT do mundo, ainda encontramos dificuldades em conseguir apoios e patrocínios de empresas privadas, ao contrário do que ocorre em países desenvolvidos”, revela Xande. As únicas empresas que apoiaram financeiramente as manifestações estão vinculadas ao Governo Federal, e, mesmo assim, só se envolvem com o Mês do Orgulho, o que dificulta a sustentabilidade institucional, durante o resto do ano.

    Atingindo multidões

    O Mês do Orgulho LGBT é, ainda hoje, a atividade mais visível desenvolvida pela entidade e tem agregado mais manifestações e participantes ao longo do tempo – Feira Cultural LGBT, que em sua 8ª edição reuniu 120 mil pessoas, o Ciclo de Debates e o Gay Day, que em 2008 atraiu 8 mil pessoas ao Playcenter. A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo nasceu com o objetivo de visibilizar a população LGBT e suas demandas, tendo reunido 3,4 milhões de manifestantes em 2008, funcionando como uma campanha de alcance mundial contra a homofobia.

    Além do Mês do Orgulho, a Associação realiza, desde 2002, reuniões temáticas em sua sede, que têm por objetivos a identificação de demandas/necessidades de cada “segmento” da comunidade LGBT, a capacitação continuada dos/as participantes, a redução da vulnerabilidade individual e a criação de redes de apoio entre os/as participantes dos grupos. O mais antigo desses grupos é o de Travestis e Transexuais, criado em setembro de 2002, no mesmo momento em que surgia a Secretaria de Lésbicas. Nasce a Secretaria de Gays, o Grupo de Jovens e Adolescentes Homossexuais (JAH) e o Espaço B, grupo de reflexão sobre (bi)sexualidades.

    A partir de 2004, a APOGLBT começa a atuar na capacitação de novas lideranças para o movimento, começa a investir na produção de conhecimento sobre a comunidade LGBT, a partir de pesquisas na Parada. Em 2006, a APOGLBT começa a atuar com projetos de redução da vulnerabilidade frente às DST/HIV/Aids fora do período do Mês do Orgulho, com o projeto Tenho Orgulho e Me Cuido, voltado para jovens e adolescentes HSH, e o Saber Cuidar,  contra hepatites virais entre LGBT. Investiu também no apoio ao Fortalecimento do Fórum Paulista TT, sendo executor fiscal do projeto. Ainda em 2006, começa a realizar o projeto Rede Cidadã pelos Direitos Humanos de LGBT e PVHA, de modo a ampliar a capacidade de atender a demanda por atendimento/aconselhamento jurídico que tem recebido nos últimos anos. A APOGLBT mantém um livro de registro de uniões homoafetivas, desde 2004, que conta com cerca de 200 uniões registradas.

    Noite de gala

    A cerimônia de entrega será no dia 15, às 15h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, durante a abertura da Conferência Nacional de Direitos Humanos. Os ganhadores receberão um certificado e uma obra de arte criada pelo artista plástico Siron Franco.

    A Comissão de Julgamento foi  constituída pelo ministro Paulo Vannuchi como presidente e pelas seguintes personalidades: Egídio Machado Sales Filho, Nair Bicalho de Sousa, Paulo Abrão Pires Junior, Roberto Armando Ramos de Aguiar e Solon Eduardo Annes Viola.

    Junto com a APOGLBT, como pessoa jurídica, a categoria Dorothy Stang premia, também, Maria Amélia de Almeida Teles, como pessoa física, e 20 outras organizações e pessoas nas demais dez categorias. Amelinha, como é conhecida, é parceira histórica da APOGLBT, na luta contra o machismo e em defesa do Estado laico.


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