Homossexualidade

  • 22dez
    Homofobia, Religião & Homossexualidade - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Segundo o Papa Bento XVI, salvar a humanidade de comportamentos homossexuais ou transexuais é tão importante como salvar as florestas tropicais da destruição.

    Mais uma vez um dos Papas mais homofóbicos usa de todo o seu status mundial para atacar a homossexualidade e homossexuais em plena véspera de Natal.

    O Papa disse ainda que a humanidade precisa “escutar a linguagem da Criação” para entender os papéis do homem e da mulher e comparou os mesmos com as relações diferentes das heterossexuais como “a destruição do trabalho de Deus”.

    Para a Igreja Católica, a homossexualidade em si não é um pecado, mas as práticas homossexuais são. O que não diferencia muito do preconceito e da ignorância que a Igreja Católica carrega (além de mortes e assassinatos de milhares de inocentes) durante todos os anos de sua existência.

    Mais uma vez a Igreja perde milhares de fiéis. Mais uma vez a Igreja Católica se afunda no conservadorismo que a faz, cada vez mais, perder credibilidade e razão nesta época que já é outra.

    Que Deus, se realmente existir, tenha piedade do Papa e da Igreja Católica e seja justo, encaminhando todos eles para as profundezas do Inferno. Amém!


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  • 12dez
    Eventos LGBT, Homofobia, Movimento Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    O presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Antônio Luiz Martins dos Reis - Toni Reis -, voltou a defender a aprovação do PLC 122/06, projeto de lei que torna crimes a discriminação e o preconceito contra homossexuais. Ele pronunciou-se sobre o assunto nesta quinta-feira (11/12/2008), durante audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) para celebrar os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

    Toni Reis - ABGLT

    Toni Reis - ABGLT

    Esse projeto de lei, de autoria da ex-deputada federal Iara Bernardi, atualmente tramita no Senado, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde tem como relatora a senadora Fátima Cleide (PT-RO).

    Toni Reis disse discordar da opinião dos senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Magno Malta (PR-ES) de que a proposta “vai calar a voz dos pastores e padres” - Crivella e Malta não apóiam o projeto. Toni Reis ressaltou que a associação exige apenas respeito às pessoas.

    O presidente da associação informou que a proposta foi amplamente debatida em todo o Brasil em conferências nacionais e estaduais que reuniram cerca de 16 mil pessoas. Segundo ele, na abertura de uma dessas conferências, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria observado que “ninguém pergunta sobre a orientação sexual quando as pessoas vão pagar Imposto de Renda; então, por que discriminar quando livremente escolhem o que fazer com seus corpos?”.

    Toni Reis informou que ainda há pena de morte para homossexuais em sete países, enquanto em outros há pena de prisão. Também ressaltou que, no Brasil, 2.803 homossexuais foram assassinados nos últimos 20 anos. E defendeu a necessidade de discussão dos direitos e de todas as formas de discriminação.

    Tortura

    Na mesma reunião, o representante da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) Severino Marques de Oliveira pediu ao senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da CDH, que atue junto à Comissão de Anistia do Ministério da Justiça para que aquele colegiado decida rapidamente em benefício das pessoas que foram torturadas durante a ditadura militar. Ele disse reconhecer que a decisão não vai sanar os danos sofridos por essas pessoas ou suas famílias, mas que, no entanto, isso pode amenizar seu sofrimento.

    Outro assunto abordado durante a audiência da CDH foi a eleição do brasileiro Antônio Augusto Cançado Trindade para ser um dos juízes do Tribunal Internacional de Justiça, em Haia. O presidente do Movimento de Servidores Aposentados e Pensionistas (Mosap), Edison Guilherme Haubert, afirmou que essa eleição pode representar um avanço nas questões de direitos humanos. Trindade foi eleito em 6 de novembro deste ano. Ele recebeu 163 votos de países representados na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e 14 dos 15 votos no Conselho de Segurança da ONU.

    Já o representante da Central de Trabalhadores do Brasil (CTB) Moisés Leme da Silva Neto criticou a falta de investimento dos governos nas causas sociais que podem trazer “mais dignidade” às pessoas. Ele informou, por exemplo, que a cada cinco segundos uma criança morre por fome no mundo e que esse problema não é prioridade das autoridades. No entanto, observou, a crise econômica mundial levou os governos em todo o mundo a se mobilizarem para socorrer banqueiros.

    Também o secretário-geral da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), Moacir Meirelles, manifestou-se na audiência par pedir mais dignidade aos aposentados e pensionistas brasileiros. Ele disse que muitos estão com uma defasagem de mais de 60% em seus benefícios. Ele lembrou que essas pessoas, “que contribuíram para a grandeza do país, hoje enfrentam dificuldades”.

    Estatuto da Igualdade Racial

    O relator na Câmara do projeto de lei de Paulo Paim, que institui o Estatuto da Igualdade Racial, deputado federal Antônio Roberto, informou durante a audiência que o deputado federal Vicentinho pediu vista da proposta. A matéria seria votada na manhã desta quinta-feira na Comissão Especial do Estatuto da Igualdade Racial, mas, com o pedido de vista, a votação foi adiada para a próxima quarta-feira (17). O relator disse que o projeto (PLS 213/03), que tramita na Câmara como PL 6.264/05, precisa ser aprovado para que haja a “inserção” dos afro-descentes e a reparação do que ele considera “um erro histórico”.

    Caso a matéria seja aprovada na Câmara sem que haja alterações no texto aprovado no Senado, o projeto será encaminhado à sanção presidencial. Mas, se houver modificações, voltará ao exame do Senado.

    O coordenador de Assuntos para a Igualdade Racial do Distrito Federal, João Batista de Almeida, informou que a criação de um espaço destinado a atividades de proteção de afro-descendentes em Brazlândia, no Distrito Federal, depende da aquisição de uma área para essa finalidade. Nesse sentido, ele pediu o apoio do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) para o projeto que será coordenado por Elza Caetano. Cristovam afirmou que a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) está tomando providências para a liberação do terreno e destacou que o acolhimento de afro-descendentes “é uma luta que todos nós deveríamos abraçar”.


    Fonte:  Iara Farias Borges / Agência Senado


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  • 12dez

    A APOGLBT foi premiada na categoria Dorothy Stang - Defensores de Direitos Humanos, da 14ª edição do Prêmio Direitos Humanos 2008, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido durante o Mês do Orgulho GLBT e às atividades de combate à homofobia, às DST e em defesa dos direitos de LGBT. Portanto, na próxima segunda-feira (15/12/2008), o presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT), Alexandre Santos, o Xande, recebe, em Brasília, o prêmio da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR).
    Bandeira Gay

    Estamos honrados, porque esse reconhecimento ajuda a desmistificar o trabalho da Associação, que não se restringe à Parada do Orgulho, mas a uma atuação firme na luta contra a discriminação e à violência contra LGBT“, lembrou Xande, referindo-se à face mais conhecida do trabalho da Associação, além de outras ações e projetos, mantidos durante todo o ano.  Vários protestos contra a violência homofóbica na capital foram encabeçados pela APOGLBT, causando interesse da mídia e da polícia, gerando programas de capacitação de policiais para os direitos LGBT. Diariamente, a Associação recebe denúncias de homofobia e oferece acolhimento jurídico e psicológico para as vítimas.

    Preconceito contra a entidade

    Xande lembrou as dificuldades que a APOGLBT tem enfrentado durante esses 10 anos de atividades. “Prêmios como esse podem contribuir para reduzir o preconceito explícito e velado que sofremos em várias de nossas atividades”, ponderou o presidente da entidade. Vários setores da sociedade ainda oferecem resistência ao trabalho da APOGLBT, só reduzida devido ao trabalho conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e a Cads da Prefeitura, que se sensibilizaram com os objetivos e atuaram como moderadores em várias negociações.

    A discriminação disfarçada de burocracia se manifestou em várias ocasiões contra a realização da própria Parada do Orgulho, vencida pelo apoio popular e do movimento LGBT. O preconceito explícito contra a APOGLBT se manifesta por meio de organizações religiosas, que chegam a entrar na Justiça contra a atuação da entidade. “Apesar de representarmos a maior manifestação do Orgulho GLBT do mundo, ainda encontramos dificuldades em conseguir apoios e patrocínios de empresas privadas, ao contrário do que ocorre em países desenvolvidos”, revela Xande. As únicas empresas que apoiaram financeiramente as manifestações estão vinculadas ao Governo Federal, e, mesmo assim, só se envolvem com o Mês do Orgulho, o que dificulta a sustentabilidade institucional, durante o resto do ano.

    Atingindo multidões

    O Mês do Orgulho LGBT é, ainda hoje, a atividade mais visível desenvolvida pela entidade e tem agregado mais manifestações e participantes ao longo do tempo - Feira Cultural LGBT, que em sua 8ª edição reuniu 120 mil pessoas, o Ciclo de Debates e o Gay Day, que em 2008 atraiu 8 mil pessoas ao Playcenter. A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo nasceu com o objetivo de visibilizar a população LGBT e suas demandas, tendo reunido 3,4 milhões de manifestantes em 2008, funcionando como uma campanha de alcance mundial contra a homofobia.

    Além do Mês do Orgulho, a Associação realiza, desde 2002, reuniões temáticas em sua sede, que têm por objetivos a identificação de demandas/necessidades de cada “segmento” da comunidade LGBT, a capacitação continuada dos/as participantes, a redução da vulnerabilidade individual e a criação de redes de apoio entre os/as participantes dos grupos. O mais antigo desses grupos é o de Travestis e Transexuais, criado em setembro de 2002, no mesmo momento em que surgia a Secretaria de Lésbicas. Nasce a Secretaria de Gays, o Grupo de Jovens e Adolescentes Homossexuais (JAH) e o Espaço B, grupo de reflexão sobre (bi)sexualidades.

    A partir de 2004, a APOGLBT começa a atuar na capacitação de novas lideranças para o movimento, começa a investir na produção de conhecimento sobre a comunidade LGBT, a partir de pesquisas na Parada. Em 2006, a APOGLBT começa a atuar com projetos de redução da vulnerabilidade frente às DST/HIV/Aids fora do período do Mês do Orgulho, com o projeto Tenho Orgulho e Me Cuido, voltado para jovens e adolescentes HSH, e o Saber Cuidar,  contra hepatites virais entre LGBT. Investiu também no apoio ao Fortalecimento do Fórum Paulista TT, sendo executor fiscal do projeto. Ainda em 2006, começa a realizar o projeto Rede Cidadã pelos Direitos Humanos de LGBT e PVHA, de modo a ampliar a capacidade de atender a demanda por atendimento/aconselhamento jurídico que tem recebido nos últimos anos. A APOGLBT mantém um livro de registro de uniões homoafetivas, desde 2004, que conta com cerca de 200 uniões registradas.

    Noite de gala

    A cerimônia de entrega será no dia 15, às 15h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, durante a abertura da Conferência Nacional de Direitos Humanos. Os ganhadores receberão um certificado e uma obra de arte criada pelo artista plástico Siron Franco.

    A Comissão de Julgamento foi  constituída pelo ministro Paulo Vannuchi como presidente e pelas seguintes personalidades: Egídio Machado Sales Filho, Nair Bicalho de Sousa, Paulo Abrão Pires Junior, Roberto Armando Ramos de Aguiar e Solon Eduardo Annes Viola.

    Junto com a APOGLBT, como pessoa jurídica, a categoria Dorothy Stang premia, também, Maria Amélia de Almeida Teles, como pessoa física, e 20 outras organizações e pessoas nas demais dez categorias. Amelinha, como é conhecida, é parceira histórica da APOGLBT, na luta contra o machismo e em defesa do Estado laico.


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  • 09dez
    Cotidiano Homossexual, Homofobia, Movimento Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    O suspeito de matar 13 homossexuais no parque do Paturis, em Carapicuiba, entre Julho de 2007 e Agosto de 2008, tem entre 1,65 a 1,70m, é de cor parda, usa roupas escuras, capuz, forte e mata com uma precisão absurda (nenhuma munição foi encontrada no local, apenas dentro do corpo das vítimas).

    É o que dizem as investigações da polícia do município.

    Parque Patrius - Carapicuiba - Assassinato de Homossexuais

    Parque Paturis - Carapicuiba - Assassinato de Homossexuais

    O assassino (serial killer) convida as pessoas para um sexo rápido e descompromissado nas regiões mais escuras do parque conhecida como “fazendinha”.

    É nesta parte do parque que ele mata com um tiro que é dado sempre na cabeça ou na nuca. Apenas uma das vítimas foram mortas a pauladas. Todas elas foram encontradas com as calças abaixadas e de bruços após o ato violento.

    Embora tenham encontrado semêm em alguns dos corpos, nenhum exame de DNA foi feito e muito menos um exame de balística (para ver se foram disparados da mesma arma).

    A polícia de Carapicuiba diz que tem poucos investigadores e uma estrutura muito precária para realizar todos os testes.

    A comunidade gay está atenta e em choque.

    O que deixa sempre um alerta no ar: tomem cuidado, e muito, com sexo em locais públicos, sexo com desconhecidos e outras formas perigosas de se obter prazer rápido.


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  • 12nov
    Cotidiano Homossexual, Homofobia, Movimento Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    César Maia, prefeito do Rio de Janeiro, assinou o decreto 33.033/2008 que aprova a lei 2475/96 que pune de forma administrativa estabelecimentos comerciais, industriais e repartições públicas que discriminarem pessoas por conta de sua orientação sexual. Um ganho na questão dos direitos dos homossexuais.

    Confira a lei na íntegra:

    Rio de Janeiro - Lei 2475/96

    Rio de Janeiro - Lei 2475/96

    LEI Nº 2475, DE 12 DE SETEMBRO DE 1996.

    Determina sanções às práticas discriminatórias na forma que menciona e dá outras providências.
    Autor: Comissão de Defesa dos Direitos Humanos

    O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO,

    faço saber que a Câmara Municipal decreta e eu sanciono a seguinte lei:

    Art. 1º - Os estabelecimentos comerciais, industriais e repartições públicas municipais que discriminarem pessoas em virtude de sua orientação sexual, na forma do § 1º do art. 5º da Lei Orgânica do Município, sofrerão as sanções previstas nesta Lei.

    Parágrafo Único - Entende-se por discriminação, para os efeitos desta Lei, impor às pessoas de qualquer orientação sexual situações tais como:

    I - constrangimento;
    II - proibição de ingresso ou permanência;
    III - atendimento selecionado;

    IV - preterimento quando da ocupação e/ou imposição de pagamento de mais de uma unidade, nos casos de hotéis, motéis e similares.

    Art. 2º - As sanções impostas aos estabelecimentos privados que contrariarem as disposições da presente Lei, as quais serão aplicadas progressivamente, serão as seguintes:

    I - advertência;
    II - multa mínima de mil, duzentas e cinqüenta e quatro Unidades Fiscais de Referência - UFIR;
    III - suspensão de seu funcionamento por trinta dias;

    IV - cassação do alvará.

    Parágrafo Único - Na aplicação das multas será levada em consideração a capacidade econômica do estabelecimento infrator.

    Art. 3º - VETADO.

    I - VETADO;
    II - VETADO;
    III - VETADO.

    Parágrafo Único - VETADO.

    Art. 4º - VETADO.

    Parágrafo Único - Da regulamentação de que trata este artigo constarão obrigatoriamente:

    I - mecanismos de denúncias;
    II - formas de apuração das denúncias;
    III - garantias para ampla defesa dos infratores.

    Art. 5º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.


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  • 24out

    Sofrimento, esta é a palavra que define quem tenta deixar o homossexualismo e não consegue. Mas, deixar de ser homossexual é possível? Estas perguntas são frequentemente feitas por aqueles que tem tais desejos homossexuais e, por terem raiva e desprezo pelo que sentem, tentam a todo custo eliminá-los de suas vidas.

    Fabrício Viana

    Fabrício Viana

    O problema é que um desejo não é eliminado. Ele pode ser reprimido ou negado. Mas não eliminado. E pior, um desejo reprimido ou negado, com o tempo, ganha força e fica mais forte. Para ajudar aqueles que tentam deixar de ser homossexuais, eu costumo dar um exemplo claro voltado aos heterossexuais:

    Um homem que sente uma absurda atração por mulheres conseguirá deixar de ser heterossexual? Isto é, o que ele pode fazer quando sentir um tesão absurdo por elas? A resposta é simples: ele não pode fazer nada. Apenas negar este tesão. Dizer a si mesmo, não, eu não posso fazer sexo com uma mulher. E ai, ele pode tomar um banho gelado, tentar fazer outras coisas para esquecer aquilo mas, uma hora ou outra, aquele desejo voltará (mais forte) e ele terá o mesmo problema.

    Com a homossexualidade é a mesma coisa. Não adianta ir para a Igreja, orar, pedir o perdão de Deus, se casar com uma mulher, ter filhos, se converter, fugir, se drogar ou combater a homossexualidade (dos outros e de si mesmo). O jeito mais saudável é enfrentar o preconceito, entender a origem da homossexualidade, o que leva as pessaos a condená-la tanto e, finalmente, aceitar os seus desejos e ser feliz com eles. Sem negá-los ou reprimí-los. Este, alias, é o tema principal do meu livro O Armário ( www.oarmario.com ), vendido apenas pela Internet. Escrevi ele justamente para ajudar estas pessoas que querem deixar a homossexualidade ou a vida homossexual a entenderem estes sentimentos e o quanto de sofrimento existe quando os mesmos são negados.

    A pessoas precisam entender que a homossexualidade não é doença, não é pecado e que, doente, hoje, considerado pela ciência, é justamente aquela pessoa que não aceita seus desejos sexuais, sejam eles heterossexuais, bissexuais ou homossexuais. Uma pessoa que sofre, que reprime, que não se aceita, é sim, considerado uma pessoa com uma disfunção de personalidade e que, segundo o CID 10, precisa de ajuda. Mais uma vez, recomendo meu livro para estas pessoas se aceitarem e “sairem do armário”.

    F66.1 Orientação sexual egodistônica: Não existe dúvida quanto a identidade ou a preferência sexual (heterossexualidade, homossexualidade, bissexualidade ou pré-púbere) mas o sujeito desejaria que isto ocorresse de outra forma devido a transtornos psicológicos ou de comportamento associados a esta identidade ou a esta preferência e pode buscar tratamento para alterá-la.

    Portanto, se você procura ajuda ou tenta deixar de ter os desejos homossexuais, esqueça. Você pode até tentar, reprimir ou negar, mas, é muito provavel que passará a sua vinda inteira, casado com alguém do sexo oposto, representando um papel social que irá agradar a tudo e a todos. Mas não a você. E a escolha, com certeza, em sofrer ou não, é sua. Inteiramente sua.


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  • 20out
    Artigos, Homofobia, Mitos da Homossexualidade, Movimento Homossexual, Religião & Homossexualidade - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Este artigo foi escrito para aqueles que, confusos, sofrem com o homossexualismo e buscam um conforto sobre como lidar com seus desejos homossexuais. Todos, sem exceção, precisam entender que a sexualidade humana é uma só e os desejos homossexuais são apenas uma vertente sadia da sexualidade humana. Leia, agora, este polêmico, mas educativo, artigo:

    ———————————

    O que diz a Bíblia sobre o Homossexualismo?

    O que diz a Bíblia sobre o Homossexualismo?

    Respeito religiões e religiosos, desde que estes não interfiram na vida alheia, impondo seus costumes e crenças de forma errada, com profundo fanatismo e violência contra o próximo.

    E isso frequentemente acontece quando o assunto é “Religião e homossexualidade“. Sempre tem alguém que ergue uma Bíblia e cita passagens que condenam o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, como se aquele livro, escrito por homens e modificado por vários povos através dos séculos, fosse o livro mais importante do universo.

    Este artigo pretende ensinar as pessoas como se defender das acusações deste “livro sagrado”, pois, se tudo na Bíblia é o correto, nós devemos dizer a estes fanáticos que eles devem apedrejar os adúlteros, escravizar suas filhas, defender a escravidão humana, matar todos que trabalham de sábado e ainda expulsar de suas igrejas os deficientes físicos. Sim, tudo isso “está escrito” no livro sagrado.

    Uma das passagens mais enfatizadas por eles sobre a homossexualidade está em Levítico 18:22: “Não se deite com um homem, como se fosse mulher. Isso é uma abominação” e em Genêsis 19:1-25, onde se narra a destruição de Sodoma e Gomorra por Deus devido a prática do sexo entre os homens.

    Já que estas “Leis de Deus” estão corretas e a homossexualidade é injustamente condenada, devemos então enfatizar também outras leis que existem neste “livro sagrado” e que deveriam vigorar em nosso dia-dia.

    Em Êxodo 21,7-8 por exemplo, são dadas orientações sobre a maneira de vender a própria filha como escravo. Em Levítico 25,44, explica-se que os escravos devem ser comprados nas nações vizinhas. No mesmo Levítico 15,19-24, diz-se que a menstruação feminina é uma imundice e tudo o que a mulher tocar neste período fica imundo, inclusive seu marido. No Êxodo 15,2, diz-se que o sábado é para descansar e quem trabalhar neste dia DEVE SER MORTO - imaginem a quantidade de gente, inclusive amigos do dia-dia, que trabalham de sábado e que segundo a bíblia deveriam morrer por isso.

    E ainda tem mais. Em Levítico 21,20, ninguém pode se aproximar do altar de Deus se tiver alguma doença ou defeito, se for cego, coxo, corcunda ou anão. A lista de atrocidades e leis ultrapassadas não é pequena. A Bíblia e a Igreja em si, graças a democracia da informação, está perdendo sua força com assuntos ultrapassados como este.

    Recentemente, a condenação do Papa aos países com tolerância a homossexualidade, é só uma das ações “apelativas” da Igreja que está caindo em ruínas e muitas vezes indo contra a sua própria homossexualidade (é fato comum a existência, cada vez maior, de praticas homossexuais entre seus fiéis servidores).

    Então, quando alguém impor a Bíblia contra a homossexualidade, enfatize também estas outras leis. Diga que devem matar todos que trabalham de sábado, expulsar da igreja qualquer deficiente físico, ter sua esposa como um lixo no período fértil e também que devem escravizar e vender suas filhas. Nada mais justo. Para aqueles que se acham justos.

    Como disse acima, respeito tudo e todos. Cada um pode ter e seguir sua religião - seja qual for - sem problema algum. Desde que respeite o próximo. Ainda mais homossexuais. Só na parada de SP foram mais de 2 milhões na avenida paulista em 2006. Nós existimos, não somos doentes, nem aberrações e muito menos condenados por Deus. Apenas temos uma orientação sexual diferente dos demais. Nós amamos, criamos família e contribuímos para uma sociedade melhor. Ignorância e hipocrisia religiosa têm limite.

    Vamos ficar atentos e se defender de tais atrocidades.

    Fabrício Viana

    Fabrício Viana é bacharel em Psicologia, gay assumido e autor do livro que fala sobre a homossexualidade (erroneamente citado na mídia de homossexualismo) chamado  ”O Armário - Vida e Pensamento do Desejo Proibido” - Site do livro: www.oarmario.com


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  • 05out
    Artigos, Homofobia - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Homossexualidade: patologia sexual? Nos últimos dias, tivemos notícias de casais homossexuais sendo discriminados e repreendidos dentro das universidades.

    No dia 07 de outubro de 2005 uma reportagem do jornal Folha de São Paulo (página C1) noticiaram o exposto acima.

    O primeiro caso, em resumo, traz a notícia de um casal de duas garotas que estavam na cantina da Universidade de São Paulo (USP) quando foram abordadas por uma policial militar após esta ter visto uma no colo da outra e ao trocarem um beijo, um “selinho” de acordo com o casal. Já a versão da PM: “as duas se beijavam de forma acintuosa e trocavam carícias nas partes íntimas, o que configurou ato obsceno”. No entanto, os depoimentos das pessoas que estavamem companhia do casal, assim como as que presenciaram o fato estão de acordo com o dito do casal.

    Tirem suas conclusões…

    Também no mês de setembro, de acordo com outra reportagem do mesmo jornal (página C1), “por estarem se beijando, dois estudantes homossexuais foram repreendidos por um segurança no campus da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) em São Gonçalo (região metropolitana do Rio). O fato ocorreu em setembro e gerou protestos de grupos que combatem a discriminação de homossexuais”.

    Em outra universidade, localizada no interior do centro-oeste paulista, são ministradas aulas de Medicina Legal cujo conteúdo programático esta incluído o estudo das patologias sexuais. De acordo com as aulas “os desvios de conduta sexual (parafilias) ocorrem quando as vias normais para sua satisfação não forem atendidas”.

    Entre as “modalidades parafílicas e modificações do instinto sexual” estão incluídas “o homossexualismo: tendência a prática sexual com indivíduos do mesmo sexo. Nas mulheres é também chamado de lesbianismo”.

    As causas do “homossexualismo” e “lesbianismo” são também explicados de forma muito lógicas, racionais e criteriosa (existe alguma causa??!!): “manisfesta-se principalmente em presídios, colégios, internatos, conventos”. Agora está explicado….

    Mais esclarecedor é a explicação sobre o que é etiologia como causa do lesbianismo, sendo a “decepção com homens, receio de gravidez, maus tratos do marido, solidão”.

    Se pensarmos que essas aulas devem ser ministradas a centenas ou milhares de alunos, podemos constatar a gravidade do fato.

    Em pleno século XXI, permitir que isso ocorra em uma universidade, no mínimo, nos leva a duas hipóteses: 1º) todos são inocentes e não sabem que em 1973 a Associação Psiquiátrica Americana retirou a homossexualidade da lista de transtornos mentais, decisão essa que foi seguida pela Associação Americana de Psicologia, pela Associação Brasileira de Psiquiatria, pelo Conselho Federal de Medicina e pela Organização Mundial de Saúde; ou 2º) são todos conscientes do que fazem e pactuam de uma forma ou de outra com a discriminação, preconceito, com as mortes de homossexuais por crimes de ódio e outros atos de intolerância.

    Tirem suas conclusões….

    Fernando Chrispin de Oliveira
    fernando_chrispin@hotmail.com (originalmente publicado na TVTudo.com em 2005)


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  • 04out
    Homofobia, Movimento Homossexual, Religião & Homossexualidade - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Panfleto que revela a intolerância, ignorância e preconceito contra homossexuais por uma parte de religiosos homofóbicos. O que mais me perturba, além das mentiras sobre o Kassab, é como eles “usam” a homossexualidade para deturpar fatos, acontecimentos, etc. Tudo baseado nas “leis de Deus”. Gente, vai ser burro assim lá na puta que pariu!!!

    Segue trechos e créditos: http://www.fotolog.com/adoraaando/54168202 (que encontrou o panfleto no chão do metrô Belém):

    Povo de Deus não vota em Gay

    Povo de Deus não vota em Gay


    - “O povo de Deus, que preserva e valoriza a família, não vota Kassab. Ele é gay. Seu número verdadeiro é 24.”
    - “Tem gente que apóia casamento entre pessoas do mesmo sexo. O prefeito Kassab sai na frente, já convive com seu marido.”
    - “Ninguém vê o Kassab comentar sobre sua família na TV ou qualquer lugar. Não pode apresentar seu homem.”
    - “Kassab proibiu a marcha para Jesus na Av. Paulista, mas permite, participa e apóia a vergonhosa passeata gay.”
    - “Kassab fechou casas noturnas de mulheres e nunca fez nada contra boates Gays e casas de massagens freqüentadas por homossexuais.”

     

    Que lixo não? Usar nós, gays, para tentar difamar o Kassab. Até quando gay será sinônimo de coisa ruim? Que foda… por isso que passarei a minha vida inteira criando, militando e gerando re-educação sobre a homossexualidade… estas coisas me irritam profundamente…


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    .................................... Por Fabrício Viana, autor do livro O Armário (Homossexualidade)

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  • 25set
    Artigos, Homofobia - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Fabrício Viana, escritor e bacharel em psicologia.Quando me perguntam sobre a saída do armário, conflitos, fatores psicológicos ou dinâmicas psíquicas do “assumir-se gay” eu costumo enfatizar que, por mais difícil que seja aceitar seus desejos e assumir uma identidade homossexual, é necessário também se livrar da homofobia internalizada. Ela é a grande vilã por trás de muitos homossexuais que, sem eles perceberem, ajuda não só a promover uma baixa auto-estima como também a cultura desta baixa auto-estima, transformando o problema individual em algo coletivo, quase comum a todos os homossexuais.

    Para quem nunca ouviu falar em homofobia internalizada ela é a introjeção de valores e conceitos negativos da homossexualidade em nosso inconsciente através dos anos. Em outras palavras, desde pequenos nós, homossexuais, escutamos que a homossexualidade é anti-natural, que ela é errada, negativa, condenada por Deus, etc. Estes conceitos ruins ficam gravados em nosso inconsciente ao ponto de, mesmo ao assumirmos nossa plena homossexualidade - para si e para os outros - eles continuam agindo e condenando tais desejos.

    E a lógica é simples. Se a homo é errada, eu, por ter tais desejos, também sou. Se ela é um desvio, eu também sou. E a lógica extravasa: se eu sou tudo isso o que ela é, todos os outros homossexuais também são.

    Por causa destas associações, que acontecem em nível inconsciente, muitos homossexuais não confiam em si mesmos e se vêem da forma mais negativa possível. Exemplos? Já viu um gay que acha que outros gays não devem demonstrar afeto em público? Já viu um gay dizer que os gays são todos promíscuos? Ou ainda, um gay não se importar pela militância e pela causa gay? Não ler livros para gays ou não freqüentar lugares gays? Embora cada caso seja um caso, muito desta negação tem suas raízes na homofobia internalizada.

    E é isso precisa ser evitado. Infelizmente não existe uma receita básica para se livrar dela. O primeiro passo é saber de sua existência. O segundo é começar a se perceber no dia-dia e ver qual sua relação com o assunto. Você vai notar que ela aparece tanto em piadas ingênuas como também em atitudes e comportamentos contra outros homossexuais. Sendo mais comum do que se imagina.

    Sim, esta é raiz da cultura da baixo auto-estima. Vamos acabar com ela?
    Fabrício Viana

    Fabrício Viana é bacharel em Psicologia, gay assumido e autor do livro que fala sobre a homossexualidade (erroneamente citado na mídia de homossexualismo) chamado  “O Armário - Vida e Pensamento do Desejo Proibido” - Site do livro: www.oarmario.com


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    .................................... Por Fabrício Viana, autor do livro O Armário (Homossexualidade)

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  • 25set
    Homofobia, Movimento Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Grupo Arco-Iris

    O Grupo Arco-Iris, um dos grupos mais ativos do Brasil com relação a defesa dos homossexuais, lançou a campanha NÃO HOMOFOBIA (www.naohomofobia.com.br)cujo objetivo é colher assinaturas online para convencer os senadores da República a votarem a favor da criminalização da homofobia (PLC 122).

    Esta questão esta sendo deturpada por religiosos fundamentalistas (evangélicos, cristãos, etc) que confundem a lei (e a população) dizendo se tratar da “lei da mordaça gay“. Segundo eles, a partir do momento que a lei for aprovada eles não poderão mais “discriminar” os homossexuais. A situação é tão ridícula que o ditado que diz que “quem não deve, não teme” deve ser reforçado. 

    Acredito, e sempre acreditei, que todos tem o direito de concordar ou não com a homossexualidade, agora, discriminar ou tentar derrubar leis que garante os direitos de gays e lésbicas é extremamente ridículo (e anti-humano). É como se quisessem destruir fora o que incomoda dentro. Até quando isso vai acontecer? Precisamos dar um basta e nos mobilizar, todos (até mesmo os heterossexuais), para que atrocidades como esta não aconteçam. Para terem idéia, recentemente o cineasta Steven Spielberg e sua mulher Kate Capshaw doaram quase que 100 mil dólares para uma campanha a favor do casamento gay na Califórnia. A mesma atitude partiu do ator Brad Pitt e sua esposa, doando também 100 mil dólares a campanha pró casamento gay (e contra a Proposta 8).

    Então meninos e meninas, temos que nos mobilizar. E a hora é essa!


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    .................................... Por Fabrício Viana, autor do livro O Armário (Homossexualidade)

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