Homossexualidade

  • 24out

    Sofrimento, esta é a palavra que define quem tenta deixar o homossexualismo e não consegue. Mas, deixar de ser homossexual é possível? Estas perguntas são frequentemente feitas por aqueles que tem tais desejos homossexuais e, por terem raiva e desprezo pelo que sentem, tentam a todo custo eliminá-los de suas vidas.

    Fabrício Viana

    Fabrício Viana

    O problema é que um desejo não é eliminado. Ele pode ser reprimido ou negado. Mas não eliminado. E pior, um desejo reprimido ou negado, com o tempo, ganha força e fica mais forte. Para ajudar aqueles que tentam deixar de ser homossexuais, eu costumo dar um exemplo claro voltado aos heterossexuais:

    Um homem que sente uma absurda atração por mulheres conseguirá deixar de ser heterossexual? Isto é, o que ele pode fazer quando sentir um tesão absurdo por elas? A resposta é simples: ele não pode fazer nada. Apenas negar este tesão. Dizer a si mesmo, não, eu não posso fazer sexo com uma mulher. E ai, ele pode tomar um banho gelado, tentar fazer outras coisas para esquecer aquilo mas, uma hora ou outra, aquele desejo voltará (mais forte) e ele terá o mesmo problema.

    Com a homossexualidade é a mesma coisa. Não adianta ir para a Igreja, orar, pedir o perdão de Deus, se casar com uma mulher, ter filhos, se converter, fugir, se drogar ou combater a homossexualidade (dos outros e de si mesmo). O jeito mais saudável é enfrentar o preconceito, entender a origem da homossexualidade, o que leva as pessaos a condená-la tanto e, finalmente, aceitar os seus desejos e ser feliz com eles. Sem negá-los ou reprimí-los. Este, alias, é o tema principal do meu livro O Armário ( www.oarmario.com ), vendido apenas pela Internet. Escrevi ele justamente para ajudar estas pessoas que querem deixar a homossexualidade ou a vida homossexual a entenderem estes sentimentos e o quanto de sofrimento existe quando os mesmos são negados.

    A pessoas precisam entender que a homossexualidade não é doença, não é pecado e que, doente, hoje, considerado pela ciência, é justamente aquela pessoa que não aceita seus desejos sexuais, sejam eles heterossexuais, bissexuais ou homossexuais. Uma pessoa que sofre, que reprime, que não se aceita, é sim, considerado uma pessoa com uma disfunção de personalidade e que, segundo o CID 10, precisa de ajuda. Mais uma vez, recomendo meu livro para estas pessoas se aceitarem e “sairem do armário”.

    F66.1 Orientação sexual egodistônica: Não existe dúvida quanto a identidade ou a preferência sexual (heterossexualidade, homossexualidade, bissexualidade ou pré-púbere) mas o sujeito desejaria que isto ocorresse de outra forma devido a transtornos psicológicos ou de comportamento associados a esta identidade ou a esta preferência e pode buscar tratamento para alterá-la.

    Portanto, se você procura ajuda ou tenta deixar de ter os desejos homossexuais, esqueça. Você pode até tentar, reprimir ou negar, mas, é muito provavel que passará a sua vinda inteira, casado com alguém do sexo oposto, representando um papel social que irá agradar a tudo e a todos. Mas não a você. E a escolha, com certeza, em sofrer ou não, é sua. Inteiramente sua.


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  • 24out
    Cotidiano Homossexual, Diversidade GLS, Travestis e Transsexuais - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    O vídeo no Youtube da travesti Vanessão tem mais de 740 mil visitas. O que poucos sabem é a travesti foi assassinada há quase um ano em Ariquemes, cidade vizinha de Ji-Paraná.

    Fenômeno Travesti Vanessão

    Fenômeno Travesti Vanessão

    Quem relata é o jornalista querido e muito respeitado Gustavo Miranda, do blog Bota Dentro, segundo ele, milhares de pessoas criaram comunidades no Orkut e postaram vídeos (até mesmo mixados) sem saber que a travesti está morta.

    Entre suas falas/gírias que mais fazem sucesso estão: “vê se tem deiz reaiz na carteira dele, quirido”, “o babado é cer-to”,  “vai me dar siiiim” e “se ele não me der, de boa querido, já arrebentei a moto dele mesmo”.

    Alias, o sucesso da travesti Vanessão é tão grande que até Arnaldo Jabor comentou sobre ela em um de seus vídeos sobre Fenômeno Ronaldinho. Quem puder assista ao vídeo do Jabor várias vezes pois o que ele fala é absurdamente interessante/importante.

    Arnaldo Jabor sobre Fenômeno Vanessão

    Jabor sobre Vanessão

    A travesti Vanessão ficou famosa na Internet depois de seu vídeo-reportagem ter sido publicado. Segundo relatos, ela teria cobrado R$ 40,00 para fazer sexo oral em um cara. Ele, que aceitou, pagou apenas R$ 20,00 e por isso ela quebrou a moto dele, indo, os dois, parar na delegacia.

    É Vanessão, que você descanse em paz!!! Você representa não só vários e várias travestis como também todo ser humano que, neste mundo, luta pela sobrevivência e para ser quem verdadeiramente é.


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  • 20out
    Artigos, Homofobia, Mitos da Homossexualidade, Movimento Homossexual, Religião & Homossexualidade - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Este artigo foi escrito para aqueles que, confusos, sofrem com o homossexualismo e buscam um conforto sobre como lidar com seus desejos homossexuais. Todos, sem exceção, precisam entender que a sexualidade humana é uma só e os desejos homossexuais são apenas uma vertente sadia da sexualidade humana. Leia, agora, este polêmico, mas educativo, artigo:

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    O que diz a Bíblia sobre o Homossexualismo?

    O que diz a Bíblia sobre o Homossexualismo?

    Respeito religiões e religiosos, desde que estes não interfiram na vida alheia, impondo seus costumes e crenças de forma errada, com profundo fanatismo e violência contra o próximo.

    E isso frequentemente acontece quando o assunto é “Religião e homossexualidade“. Sempre tem alguém que ergue uma Bíblia e cita passagens que condenam o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, como se aquele livro, escrito por homens e modificado por vários povos através dos séculos, fosse o livro mais importante do universo.

    Este artigo pretende ensinar as pessoas como se defender das acusações deste “livro sagrado”, pois, se tudo na Bíblia é o correto, nós devemos dizer a estes fanáticos que eles devem apedrejar os adúlteros, escravizar suas filhas, defender a escravidão humana, matar todos que trabalham de sábado e ainda expulsar de suas igrejas os deficientes físicos. Sim, tudo isso “está escrito” no livro sagrado.

    Uma das passagens mais enfatizadas por eles sobre a homossexualidade está em Levítico 18:22: “Não se deite com um homem, como se fosse mulher. Isso é uma abominação” e em Genêsis 19:1-25, onde se narra a destruição de Sodoma e Gomorra por Deus devido a prática do sexo entre os homens.

    Já que estas “Leis de Deus” estão corretas e a homossexualidade é injustamente condenada, devemos então enfatizar também outras leis que existem neste “livro sagrado” e que deveriam vigorar em nosso dia-dia.

    Em Êxodo 21,7-8 por exemplo, são dadas orientações sobre a maneira de vender a própria filha como escravo. Em Levítico 25,44, explica-se que os escravos devem ser comprados nas nações vizinhas. No mesmo Levítico 15,19-24, diz-se que a menstruação feminina é uma imundice e tudo o que a mulher tocar neste período fica imundo, inclusive seu marido. No Êxodo 15,2, diz-se que o sábado é para descansar e quem trabalhar neste dia DEVE SER MORTO - imaginem a quantidade de gente, inclusive amigos do dia-dia, que trabalham de sábado e que segundo a bíblia deveriam morrer por isso.

    E ainda tem mais. Em Levítico 21,20, ninguém pode se aproximar do altar de Deus se tiver alguma doença ou defeito, se for cego, coxo, corcunda ou anão. A lista de atrocidades e leis ultrapassadas não é pequena. A Bíblia e a Igreja em si, graças a democracia da informação, está perdendo sua força com assuntos ultrapassados como este.

    Recentemente, a condenação do Papa aos países com tolerância a homossexualidade, é só uma das ações “apelativas” da Igreja que está caindo em ruínas e muitas vezes indo contra a sua própria homossexualidade (é fato comum a existência, cada vez maior, de praticas homossexuais entre seus fiéis servidores).

    Então, quando alguém impor a Bíblia contra a homossexualidade, enfatize também estas outras leis. Diga que devem matar todos que trabalham de sábado, expulsar da igreja qualquer deficiente físico, ter sua esposa como um lixo no período fértil e também que devem escravizar e vender suas filhas. Nada mais justo. Para aqueles que se acham justos.

    Como disse acima, respeito tudo e todos. Cada um pode ter e seguir sua religião - seja qual for - sem problema algum. Desde que respeite o próximo. Ainda mais homossexuais. Só na parada de SP foram mais de 2 milhões na avenida paulista em 2006. Nós existimos, não somos doentes, nem aberrações e muito menos condenados por Deus. Apenas temos uma orientação sexual diferente dos demais. Nós amamos, criamos família e contribuímos para uma sociedade melhor. Ignorância e hipocrisia religiosa têm limite.

    Vamos ficar atentos e se defender de tais atrocidades.

    Fabrício Viana

    Fabrício Viana é bacharel em Psicologia, gay assumido e autor do livro que fala sobre a homossexualidade (erroneamente citado na mídia de homossexualismo) chamado  ”O Armário - Vida e Pensamento do Desejo Proibido” - Site do livro: www.oarmario.com


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  • 20out
    Cotidiano Homossexual, Diversidade GLS, Eventos LGBT - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    II DRAMÁTICA

    Ciclo de Leituras Teatrais sobre Homoerotismo e Sexualidade

    Dentro do 16º Festival Mix Brasil acontece o II Dramática – Ciclo de Leituras Teatrais sobre Homoerotismo e Sexualidade. O Dramática tem por objetivo reunir novos textos dramatúrgicos que tratem de temas relacionados ao homoerotismo e à diversidade sexual.

    Ferdinando Martins

    Ferdinando Martins

    Ao todo, quatro textos inéditos, selecionados pela Cooperativa Paulista de Teatro, ganharão leitura encenada entre os dias 17 e 20 de novembro em São Paulo. A direção é de Ferdinando Martins e a curadoria de Eduardo Cardoso, Theodora Ribeiro e Ferdinando Martins.

    O Dramática é uma realização conjunta da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual da Prefeitura de São Paulo, da Cooperativa Paulista de Teatro e da Associação Cultural Mix Brasil.

    Regulamento:
    1.O II Dramática – Ciclo de Leituras sobre Homoerotismo e Sexualidade tem por objetivo reunir novos textos dramatúrgicos que tratem de temas relacionados ao homoerotismo e à diversidade sexual.
    2.  Os interessados devem enviar uma cópia do texto para imprensa@cooperativadeteatro.com.br e entregar 2 cópias impressas na sede da CPT (Praça D. José Gaspar, 30, 4o. andar - A/C: do departamento de Gestão de Cooperados), até o dia 27 de outubro.
    3. Os textos selecionados ganharão leitura dramática entre os dias 17 e 20 de novembro, durante o 16º Festival Mix Brasil de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual.
    4. Os resultados serão divulgados, por meio do site Mix Brasil (www.mixbrasil.com.br), no dia 5 de novembro, e pelo informe da CPT do dia 7 de novembro.

    Mais Informações: (11) 2117-4710/ (11) 2117-4707


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  • 20out
    Artigos, Diversidade GLS - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Meu nome é Marcel, tenho 22 anos e moro no interior do Paraná.

    Estarei aqui partilhando várias experiências como esta de ser gay em cidades pequenas. Afinal não é em todos os lugares que os gays desfrutam de bares, boates, grupos de apoio ou qualquer coisa que permita uma vivência aberta de sua sexualidade sem medo de recriminação – e sempre que eu falar em gay na coluna, incluem-se aí lésbicas, bissexuais e transgêneros.

    Gay em Cidade Pequena

    Gay em Cidade Pequena

    Muitos de nós, internautas que acessam a TVTudo.com e outros sites, moramos em lugares assim e, por várias vezes, vemos-nos perdidos, com o sentimento de que somos os únicos gays em nossa cidade e sem saber o que fazer ou com quem falar.

    O que fazer então?

    Não sei exatamente. Afinal não existe uma fórmula mágica. Mas acredito que posso contar um pouco de minha história e assim, criar identificações com outras pessoas que passam por problema parecido.

    Quando comecei a perceber que era gay e que não tinha como fugir disso (na época encarava minha homossexualidade como um fato negativo), comecei a revirar a Internet atrás de sites que falassem do tema.

    Essa experiência mostrou um “mundo gay” paralelo ao meu, habitado pelo pessoal das grandes cidades que se reunia nas baladas GLS nos finais de semana ou então para animados encontros em parques.

    A cada dia crescia a vontade de estar na pele de algum deles, morar também em cidade grande, onde sejamos anônimos e a população seja um pouco mais favorável à homossexualidade – se bem que esse é um fator que varia bastante e não depende muito de cidade.

    As coisas iam acontecendo e meu pensamento a mil.

    Muitos questionamentos, muitos anseios. Nessa época, graças ao apoio de muita gente que se correspondia comigo, contei à minha família que era gay. Foi um dia que marcou uma reviravolta na minha vida, iniciou-se uma fase dolorida, marcada por lágrimas, mas que me enchia de alegria.

    Continuei trilhando meu caminho, assumindo para um amigo e outro, de forma que hoje posso dizer que praticamente todos os amigos que convivem comigo sabem, além de muitas pessoas de meu emprego.

    Quais foram as reações? Apoio, respeito e admiração.

    Percebi que posso muito bem viver a minha sexualidade de forma sadia em uma cidade pequena, com certas limitações mas sem esconder-me atrás de uma fachada de “machinho”.

    Essa minha decisão de assumir a homossexualidade já me rendeu muitas histórias. Muito tenho a falar, mas não vou fazer da minha primeira coluna um livro. Aos poucos vamos conversando e trocando idéias.

    Portanto, até o próximo mês, sintam-se a vontade para escrever, opinando sobre minha coluna e também dando sugestões de abordagem dentro ou fora deste tema.

    Afinal, você também mora no interior e se sente o único homossexual em sua cidade?

    Acho que as coisas podem mudar. Se não fora, dentro de nós mesmos para que assim possamos viver e exercer nossa sexualidade satisfatóriamente dia após dia.

    Marcel Guérios (Texto publicado originalmente em 2005 na TVTudo.com)
    mguerios@ibest.com.br


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  • 18out
    Cotidiano Homossexual, Diversidade GLS - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    90% das pessoas que entram aqui é para saber sobre a (suposta) homossexualidade do atual prefeito Gilberto Kassab. Ele é homossexual? Ele é gay? Qual sua relação com o homossexualismo e os homossexuais? Ele deve sair do armário? Ele precisa se assumir? Acreditem ou não mas estas pessoas digitam isso no google e caem aqui.

    Gilberto Kassab na Parada Gay

    Gilberto Kassab na Parada Gay

    Alguns comentam de forma inteligente, outros, agressivos, xingam os homossexuais e a homossexualidade. Obviamente eu não aprovo nenhum destes últimos comentários (e nem quem fala, como que soubesse, que o prefeito é mesmo gay - se ele disse publicamente que não é, quem somos nós para dizer algo contra?). Mesmo porque aqui não é um espaço democrático e sim um site de esclarecimentos sobre a homossexualidade (que não é só meu trabalho - em esclarecer - como também tema principal do meu livro O Armário - www.oarmario.com)

    Mas que é interessante, essa “busca” pela homossexualidade do outro (ou de si mesmo projetado no outro?), é. Lembro-me até do meu artigo, sobre a “Fixação gay de um heterossexual“, em alertar a população de como o tema homossexualidade desperta tanto fascínio na população. E porque, claro, que este fascínio é possível. Da onde vem a origem da curiosidade da (suposta) homossexualidade alheia? Porque a sociedade precisa se informar mais sobre a homossexualidade e, também, principalmente, da sexualidade humana? De sua própria sexualidade?

    Tudo isso é tema de discussão. Caso contrário, ninguém entraria aqui.

    Para ler meus outros posts, visite:

    http://www.homossexualidade.net/pensamentos/gilberto-kassab-homossexual-e-vida-pessoal
    http://www.homossexualidade.net/homofobia/o-povo-de-deus-nao-vota-em-gay

    E claro, dê sua opinião! De forma inteligente… ;-)


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  • 17out
    Artigos, Diversidade GLS - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Uma das coisas que mais ouço quando as pessoas descobrem que sou gay é: “No início foi difícil acreditar. Você nem demonstra”. Surge então o questionamento: O que significa demonstrar? Baseadas em quê as pessoas concluem se alguém é ou não homossexual?

    Estereótipos da Homossexualidade - Gay Caricato

    Estereótipos da Homossexualidade - Gay Caricato

    Estereótipo é a palavra. Falsas construções mentais que surgem e se difundem na sociedade, fortalecidos pelos meios de comunicação. Se é difícil para as pessoas imaginar um gay não efeminado ou uma lésbica não masculina, isso deve-se à força desses pré-conceitos.

    Torna-se fácil, então, entender o medo de “sair do armário“. Os estereótipos acerca da homossexualidade nos fazem ser taxados de depravados e sem compromisso, além de ainda nos incluírem absurdamente como grupo de risco em relação à exposição ao vírus HIV, nos postos de coleta de sangue.

    Numa cidade do interior, os estereótipos reforçam-se ainda mais, devido ao pouco contato com grupos sociais fora dos “padrões de normalidade”, como pessoas assumidamente homossexuais. Dessa forma, inicia-se um ciclo que reforça ainda mais os estereótipos. O homossexual, sabendo do estigma que ao carregar esses rótulos estará exposto, tende a se isolar, diminuindo o contato da sociedade com oportunidades de experiências novas e que poderiam derrubar aos poucos os estereótipos.

    Outra reação comum que enfrento, junto ao meu parceiro é a conclusão que eu sou o “homem da casa” ou, no âmbito sexual, eu sou o ativo, porque ele demonstra mais ser gay, por ser extrovertido. Mais um estereótipo, mais um questionamento: Precisa parecer “machão” para ser ativo? Todo passivo tem que ser efeminado, ou ainda, todo efeminado é passivo?

    Como pessoas “vítimas” dos estereótipos, percebemos que eles não se aplicam a toda a comunidade homossexual (até porque senão não seriam estereótipos). Nós, que nos sentimos atraídos por pessoas do mesmo sexo, somos gays, lésbicas, bissexuais. Somos travestis, transsexuais ou drag-queens. Somos homens efeminados ou não e mulheres masculinas ou feminíssimas e, acima de tudo, não há entre nós melhores ou piores, assim como não sou superior ao meu parceiro somente porque eu “nem demonstro”.

    Essa é uma questão que não se aplica somente aos homossexuais. É preciso banir qualquer estereótipo, apagar as imagens pejorativas que afetam os grupos sociais estigmatizados. Para isso, deixo aqui duas propostas. A primeira é começar a extinguir os estereótipos por você. Quais são os seus preconceitos? E a segunda proposta é, na verdade, um desafio a fazer algo no seu meio de convívio, respeitando os seus limites, mas com uma dose de ousadia. Promíscuo ou com relacionamento estável, efeminado ou não, mostre às pessoas sua essência, as suas virtudes e que você está acima de qualquer rótulo, como as “bichas” caricatas que estamos acostumados a ver nos programas de humor.

    Marcel Guérios (texto publicado orignalmente na TVTudo em 2005)
    mguerios@ibest.com.br


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  • 15out
    Cotidiano Homossexual, Diversidade GLS, Eventos LGBT, Livros GLS - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Confira o lançamento do livro Oficinas de Sexualidade para Adolescentes sob o enfoque comportamental, de Juliana Rosa Honório Maziero.

    Oficinas de Sexualidade para Adolescentes sob Enfoque Comportamental

    Oficinas de Sexualidade para Adolescentes sob Enfoque Comportamental

    Quem é a Juliana? Acreditem ou não, uma amiga da faculdade!!!! Sim, cursamos juntos psicologia, dia após dia, incertezas, inseguranças, correria, trabalho, entregas de relatórios, estágios, pacientes, enfim, aquela muvuca toda. Depois perdemos contato (como muitos) e nos encontramos graças ao Orkut. Fiquei surpreso pois ela seguiu carreira acadêmica (hoje é professora universitária) e montou com o maridão um centro de treinamento e estudos (com clínica e tudo em um espaço super gostoso no Tatuapé www.apreendhere.com.br, além, é claro, de também ter escrito um livro!!! (este é o segundo!!). Show de bola!! :-) Quem puder comparecer, anote os dados:

    Livro: Oficinas de Sexualidade para Adolescentes sob Enfoque Comportamental
    Data e horário: 18 de outubro das 18:00 às 20:00.
    Autora: Juliana Rosa Honório Maziero
    Local: Serra de Botucatu nº. 1209 – Tatuapé - São Paulo
    Telefone: 11-2294-1765

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    Livro Como o mundo virou Gay

    Livro Como o mundo virou Gay

    Aproveitando a onda de lançamentos, o nosso querido André Fischer, um cara super admirado e respeitado, vai lançar amanhã o livro “Como o mundo virou Gay“, título super inteligente e que vai dar o que falar no meio dos héteros (risos). Desperta, no mínimo, curiosidade. Os outros três livros do Fischer (não desmerecendo, pelo amor do amor!!)(risos) não me gerou curiosidade de leitura (um é sobre dicas de sexo para mulheres por um homem gay, o outro sobre receitas de um homem solteiro e o ultimo leituras rápidas para banheiro). Mas este, por ele juntar escritos desde 1996 do Jornal da Folha, mais blog, mais sites, etc, tem tudo para ser uma grande obra. Quem puder comparecer, anote os dados:

    Livro: Como o Mundo Virou Gay?
    Data e horário: 16 de outubro as 19:00.
    Autor: André Fischer
    Local: FNAC - Avenida Paulista, 901 – Bela Vista
    Telefone: 11-2123-2000


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  • 15out
    Livros GLS - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Recomendação de leitura? Confira a lista de alguns livros gls/homossexuais citados na bibliografia do livro sobre a homossexualidade chamado O Armário (www.oarmario.com) de Fabrício Viana. Viana é escritor, gay e bacharel em psiclogia.

    LiteraturaDUARTE JÚNIOR, João Francisco. A política da loucura. Campinas: Editora Papirus, 1983.
    Comentário do Autor: Ótimo para entender os processos de fabricação da loucura dentro do ambiente familiar, além da autoridade dos pais sobre seus filhos e o desenvolvimento do “falso eu”.

    FADIMAN, James e Robert Frager. Teorias da Personalidade. São Paulo: Editora Harbra, 1979.
    Comentário do Autor: Um resumo das principais teorias da psicologia sobre a personalidade humana, processos psíquicos e seus teóricos.

    FRY, Peter e Edward MacRae. O que é Homossexualidade? São Paulo: Editora Brasiliense, 1985.
    Comentário do Autor: Uma introdução rápida (mas não completa) sobre a homossexualidade. Embora tenha sido escrito em 1985, muitas informações que constam nele ainda são primordiais.

    GAARDER, Jostein e Victor Hellern e Henry Notaker. O Livro das Religiões. São Paulo: Cia. das Letras, 2000.
    Comentário do Autor: Para quem acha que só existe o cristianismo no mundo, precisa ler - com certeza - este livro.

    GOLIN, Célio e Luis Gustavo Weiler. Homossexualidade, cultura e política. Porto Alegre: editora Sulina, 2002.
    Comentário do Autor: Ótimo como uma complementação aos estudos sobre a homossexualidade.

    ISAY, Richard A. Tornar-se Gay  - O caminho da auto-aceitação. São Paulo: Editora  Edições GLS, 1998.
    Comentário do Autor: A narração, exemplo e histórias são excelentes. Apenas a leitura é um pouco complicada para leitores leigos, já que o autor utiliza muitos termos técnicos. Mesmo assim, recomendo!

    MOTT, Luiz. Homossexualidade: Mitos e verdade. Salvador Bahia: Editora Grupo Gay da Bahia, 2003.
    Comentário do Autor: Luiz Mott é um dos maiores pioneiros na militância e luta pelos nossos direitos. Merecendo nosso profundo respeito e admiração. Neste livro podemos encontrar sua visão de homem e de mundo frente a homossexualidade.

    NUNAN, Adriana. Homossexualidade: do preconceito aos padrões de consumo. Rio de Janeiro: Editora Caravansarai, 20003.
    Comentário do Autor: Adriana conseguiu reunir, em um único livro, muitainformações a respeito da homossexualidade, focando diversos prismas.

    REICH, Wilhelm. A Função do Orgasmo. São Paulo: Editora Brasiliense, 1979.
    Comentário do Autor: Apenas um complemento do quanto é importante termos um orgasmo pleno e satisfatório. A leitura é bastante técnica e difícil para leigos.

    REICH, Wilhelm. A Revolução Sexual. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1977.
    Comentário do Autor: Fala sobre repressão e libertação, também tem leitura difícil. Mas importante para entender a repressão da sexualidade frente ao autoritarismo. Deve-se levar em conta que foi editado em 1977, com outro panorama sócio-cultural. E muitas coisas daquela época, trazemos até os dias atuais.

    RICHTER, Horst Eberhard. A família como paciente. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1996. Comentário do Autor: Sobre dinâmicas familiares, já citado no livro. É ótimo para psicólogos e profissionais ligados ao estudo das relações familiares.

    SILVEIRA, Nise da. Jung Vida & Obra. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1997.
    Comentário do Autor: Cito muito a psicologia analítica, a psicologia de Jung, onde me especializei na faculdade. Para quem deseja conhecer mais, este livro é um dos melhores. Proporcionando uma ótima introdução.

    SPENCE, Colin. Homossexualidade uma história. Rio de Janeiro: Editora Record, 1999.
    Comentário do Autor: Quando me pedem livros para recomendar, para um estudo mais aprofundado sobre a homossexualidade, este é o terceiro livro que sempre recomendo. Sua leitura é fundamental.

    TELES, Maria Luiza Silveira. O que é neurose? São Paulo: Brasiliense, 1990.
    Comentário do Autor: Apenas uma introdução sobre os conflitos psíquicos.

    TREVISAN, João Silvério. Devassos no Paraíso – A homossexualidade no Brasil, da Colônia à Atualidade. São Paulo:  Editora Record, 1986.
    Comentário do Autor: Ainda sobre os livros que eu recomendo, que são fundamentais, este é o segundo cuja leitura é obrigatória. O Trevisan, hoje meu amigo, revelou toda a história (escondida) no Brasil sobre a homossexualidade. O livro é grande, mais de 500 páginas, mas vale - e muito - sua leitura.

    TREVISAN, João Silvério. Seis balas num buraco só – A crise do masculino. Rio de Janeiro: Editora Record, 1998.
    Comentário do Autor: Dos três livros que sempre recomendo, este fica em primeiro lugar. De todos, é o mais interessante e profundo, onde o Trevisan desvenda todo o funcionamento e mecanismo do machismo, citando exemplos, casos e muita informação. A leitura não é muito fácil para leitores leigos, mas um esforço vale muito a pena. Se tiver em dúvidas sobre qual livro começar a estudar profundamente a homossexualidade, escolha este!


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  • 13out
    Cotidiano Homossexual, Diversidade GLS, Mitos da Homossexualidade, Pensamentos - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Que absurdo! Toda a imprensa esta de olho na vida pessoal de Gilberto Kassab! Ele é gay? Homossexual? Prepare-se para uma grande e aterrorizante resposta: sim, ele é um SER HUMANO!!

    Fabrício Viana

    Fabrício Viana

    Achou a resposta um pouco desapropriada? Então entenda uma coisa que eu vivo falando em sites, jornais, revistas e programas de TV que participo: Existe uma busca absurda (e até neurótica) pela homossexualidade do outro (ou a homossexualidade oculta de si mesmo projetadas no outro!!).

    Sim, duvidar da sexualidade de alguém, principalmente de homens, saber que ele não desempenha mais suas qualidades masculinas e esta mais próximo das femininas (dinâmica machista citada no meu livro O Armário - www.oarmario.com), principalmente em época de eleições (lembre-se que política é um jogo de poder) é algo deprimente! E isso não acontece apenas com nosso Gilberto Kassab. Isso acontece com todos e a todo o momento, seja na escola, trabalho, faculdade, vizinhança, etc. As pessoas estão constantemente preocupadas mais com a sexualidade alheia do que com a própria.

    Navegando em alguns sites li que “Se Gilberto Kassab for gay, ótimo, ele será um excelente prefeito!“. Embora a visão positiva da homossexualidade me conforte nesta frase, não é sendo gay ou não sendo gay que ele foi ou será um bom prefeito. Gays e heterossexuais existem de tudo quanto é tipo e gosto. Bons e ruins. Calmos e agressivos. Não é a orientação sexual que irá definir isso. Nem dele e nem de ninguém.

    Pior é que tudo isso começou depois que Gilberto Kassab recusou assinar um abaixo assinado contra o projeto de lei que criminaliza a homofobia em um encontro religioso. Com a força de alguns religiosos ignorantes (não devemos condenar todos os religiosos, claro!) mais a propaganda política de Marta questionando a vida pessoal do prefeito, tudo leva a busca de sua suposta homossexualidade.

    E quem paga o pato, novamente, somos nós, homossexuais que mais uma vez somos sinônimos de algo ruim, negativo, segundo plano, lixo. Se Gilberto Kassab é gay, isso só diz respeito a ele. Se Gilberto Kassab é hetero, isso só diz respeito a ele. Se Gilberto Kassab é bissexual, isso só diz respeito a ele. Se Gilberto Kassab não gosta de sexo, isso só diz respeito a ele.

    Vamos parar com essa conversa fiada. Vamos parar de cuidar da vida (e da sexualidade) dos outros. Vamos cuidar mais da nossa própria sexualidade. Vamos olhar para nós mesmos e pensar: eu transei bem gostoso com o meu amor nesta semana? Consegui um orgasmo ótimo que relaxou todo o meu corpo? Dando um curto circuito energético que me fez aliviar de todas as tensões e stress do dia-dia? Como Eu ando na cama? Ando realizando todas as minhas fantasias? Tenho desejos reprimidos? Até mesmo homossexuais?

    Galera, vamos acordar e especular menos da vida alheia. E mais, tanto Marta quanto Kassab fizeram reuniões com o público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) e deram seu apoio as causas homossexuais. Fora isso, não tem mais nada a sondar, pesquisar ou deturpar. O que a sociedade precisa é de menos polêmica e mais informação (principalmente sobre a homossexualidade!!!)


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    .................................... Por Fabrício Viana, autor do livro O Armário (Homossexualidade)

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  • 11out
    Livros GLS - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    Homossexualidade Masculina: Escolha ou Destino?

    A resposta é dada no livro O Armário de Fabrício Viana. Nele, Viana esclarece com informações sérias a história da homossexualidade, a condenação religiosa, as neuroses, conflitos, entrada e saida do armário e muitas outras questões a respeito da homossexualidade. O livro já está na 2ª edição e Viana, homossexual assumido e bacharel em psicologia, já participou de programas como o de Ana Maria Braga, Mulheres Dez, entre outros. Para ler trechos, assistir vídeos ou ver a opinião de leitores, acesse: www.oarmario.com

    Livro sobre a Homossexualidade

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    .................................... Por Fabrício Viana, autor do livro O Armário (Homossexualidade)

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  • 07out
    Livros GLS, Mitos da Homossexualidade, Movimento Homossexual - Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo

    O autor cita trechos de livros, reportagens, estudos e discursos de pessoas conhecidas como a sexóloga Marta Suplicy e o psicólogo/militante Fabrício Viana (O Armário) para endossar sua teoria que é possível o homossexual deixar de sentir desejo por outros homens. Por Pedro Marra (em recente matéria do ParouTudo)

    Nunca falei, em lugar algum, que um homossexual pode deixar de ter desejos homossexuais. Muito pelo contrário, ele pode e deve ser feliz do jeito que ele é. Todo meu trabalho, site, artigos, livros, falas, palestras, tudo gira em cima disso. Não sei qual a deturpação que o autor faz em meu nome. Autor de um livro que eu me recuso a comentar aqui (e dar publicidade a ele). Hoje me mandaram email, perguntando se eu realmente acredito na mudança a orientação sexual. A mudança da orientação sexual existe sim, mas se partir da própria pessoa, vim de dentro e não sendo influenciada por terceiros, doutrinas, religiões, psicanálise, etc. Se eu tenho desejos homossexuais, não conseguirei deixá-los de lado (um desejo reprimido fica mais forte ainda!!). Assim como um heterossexual não consegue deixar seu desejo heterossexual de lado.

    Para ajudar, segue trechos da página 124-125 do meu livro O Armário 

    Bagunça de informações

    E muitos querem, graças a preocupação quase obsessiva que possuem em saber qual é a origem da (sua?) homossexualidade. Pois até hoje ninguém conseguiu dar uma palavra final sobre o assunto. Existem especulações e muitas teorias biológicas e psicológicas. Cromossomos, identificação com a mãe, complexo de Édipo ou Electra e assim por diante. Mas nada concreto. Porque simplesmente não existe. O que existe é uma série de fatores que faz com que os desejos sejam orientados (por isso se diz “orientação sexual” e não “opção sexual) a um objeto externo. 

    Quem perde com o desencontro de informações corretas e fidedignas é a sociedade e, principalmente, nós homossexuais. É notório que muitos não sabem a diferença – e que são gritantes – de uma travesti, uma transexual ou um homossexual. É “tudo a mesma coisa”. E não é! 

    Outro dia, para termos idéia da gravidade de tudo isso, eu estava lendo um texto em um website religioso que dizia que a origem da homossexualidade se dava por meio de abuso sexual do homossexual quando mais novo. E que, graças a isso, ele cresceria homossexual, se relacionaria apenas com crianças e sentiria uma necessidade compulsiva de ter relacionamentos com animais.

    Quando eu leio artigos desse tipo (e existem muitos), a primeira coisa que imagino é na quantidade de pessoas que terão contato com ele e que tomarão aquilo como verdade absoluta. E isso não só está errado como é uma afronta à minha própria identidade, enquanto homossexual. Eu nunca fui abusado sexualmente, não tenho desejos por crianças e muito menos por animais. Como alguém pode escrever aquilo? Com base em quê? Quais os estudos que dizem ou provam o que ele diz? Nenhum. Mas esta lá, publicado para quem quiser ter acesso.

    Resumidamente, as possibilidades que movem esta orientação são tão grandes que se eu quisesse poderia pegar um heterossexual, analisar sua infância, seus complexos, desejos e fixações e detalhar, com base em algumas observações, como ele se tornou heterossexual. Mas o que irei encontrar são fragmentos de algo muito mais complexo do que aqueles que estarei narrando. Afinal, é assim que um desejo sexual é criado. E por isso ele também é maleável. Podendo ter meu desejo sexual orientado hoje por alguém do mesmo sexo e futuramente pelo sexo oposto. Ou o contrário, hoje ser heterossexual e amanhã homossexual. Ou ainda os dois, pois na sexualidade humana tudo é possível. Nela estas classificações e “regras” – criadas por nós – não existem.

    Alias, esse é um dos problemas da homossexualidade, nossa busca constante por uma classificação, origem ou outras especulações. Coisa que não existe na heterossexualidade. Alguém já viu uma monografia científica ou uma teoria de como alguém torna-se heterossexual? Não existe. E a sexualidade não é fechada em si mesmo.

    Além do mais, o autor cita em seu blog que quem quiser deixar de ser homossexual deve procurar o grupo Exodus Brasil e outro grupo religioso que prega a “cura da homossexualidade”. Concordo que cada um é cada um e tem a liberdade de acreditar e tentar mudar o que quiser em si mesmo, mas, definitivamente, em anos de estudos e militância posso dizer que tudo isso é uma grande furada. Um desejo homossexual não pode ser elimidado, pode ser reprimido e esquecido (geralmente por pouco tempo), mas não eliminado! Então, o jeito mesmo é cada um ser feliz do jeito que é. Assumir (para si e depois para os outros) seus desejos homossexuais. Sair do Armário. Quem me conhece sabe, mais do que nunca, que este sempre foi e será meu discurso. Até em videos e entrevistas que já dei na TV.


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